Titãs é o nome genérico dos seis filhos de Úrano e Geia — Oceano, Ceos, Crio, Hiperíon, Jápeto e Crono — que pertencem à primitiva geração divina e, unidos às suas irmãs Titânidas, geraram uma pletora de divindades menores e por vezes secundárias.
A etimologia de Titã não possui definição consolidada, mas Hesíodo aproxima o vocábulo de titainontas, “os que estendem em demasia os braços”, donde, em etimologia popular, seriam “os vingadores”; a hipótese mais plausível é a de Nehring, para quem Titã é “um deus solar” e os Titãs teriam vindo da Ásia Menor.
Após a mutilação de Úrano por Crono, os Titãs se apossaram do governo do mundo, domínio que não durou muito tempo devido à crueldade de Crono, que devorava os filhos tão logo nasciam.
O caçula Zeus, após libertar os irmãos, iniciou a Titanomaquia, isto é, a luta contra os Titãs, que, exceto Oceano, empreenderam uma longa batalha defensiva contra os futuros deuses olímpicos.
Zeus contou com a ajuda dos irmãos, sobretudo Posídon, Plutão e Hera, dos filhos Apolo e Atená, e particularmente dos Hecatonquiros e dos Ciclopes, vítimas da prepotência de Crono, além de Prometeu, embora filho de Jápeto, e de Estige, a primogênita das Oceânidas.
Zeus conseguiu derrotar o pai e os tios, lançando-os nas trevas do Tártaro.