===== VIVÊNCIA DO VALOR ===== Toda [[lexico:t:teoria|teoria]] psicologista e relativista do [[lexico:v:valor|valor]], leva à [[lexico:n:negacao|negação]] deste [[lexico:u:ultimo|último]]. O valor é um [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]] da [[lexico:e:experiencia|experiência]] vital, que [[lexico:n:nao|não]] comporta explicações fora da [[lexico:t:transcendencia|Transcendência]] e da [[lexico:o:objetividade|objetividade]]. A [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]] permite estabelecer que a nossa [[lexico:v:vivencia|vivência]] íntima do valor é uma vivência da sua objetividade. Metafisicamente o valor é [[lexico:o:objetivo|objetivo]]: a [[lexico:d:distincao|distinção]] entre valor e [[lexico:s:ser|ser]], tão vivamente estabelecida na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] mais autêntica dos valores, não poderia encontrar [[lexico:e:explicacao|explicação]] fora da identificação do Valor e do Ser no [[lexico:a:absoluto|absoluto]]; [[lexico:a:alem|além]] disso, o valor é objetivo porque o [[lexico:h:homem|homem]] que o realiza, realiza a sua própria [[lexico:e:essencia|essência]]. Culturalmente os valores são objetivos, porque a própria variação da [[lexico:t:tabua|tábua]] dos valores de uma [[lexico:c:cultura|cultura]] para outra, não poderia dar-se fora da [[lexico:o:objetividade-do-valor|objetividade do valor]]: o que varia de cultura a cultura não são os valores, mas a [[lexico:p:perspectiva|perspectiva]] [[lexico:p:particular|particular]] em que cada cultura se coloca diante deles. O mesmo se pode dizer da [[lexico:l:lei-moral|lei moral]]; a universalidade da [[lexico:l:lei|lei]] [[lexico:m:moral|moral]] não é atingida pelas aplicações variadas e opostas que se dão dela. Cada [[lexico:i:individuo|indivíduo]], cada cultura tem uma vivência particular dos valores; esta [[lexico:a:aparencia|aparência]] de [[lexico:p:pluralismo|pluralismo]] nasce, não da [[lexico:r:relatividade|relatividade]] dos valores, mas da [[lexico:m:multiplicidade|multiplicidade]] das captações parciais duma [[lexico:r:realidade|realidade]] total. [NOTA: Usamos aqui a palavra objetivo, não no sentido de objeto como construção do espírito, mas no sentido de cousa, como realidade exterior e independente do sujeito. O realismo tradicional não era realismo do objeto, mas da cousa. O objeto das ciências é pura construção do espírito e por isso os termos "objeto" e "objetivo" se prestam a grandes equívocos.]