===== TRANS-OBJETIVIDADE ===== Assim, portanto, talvez se dê o caso de, em qualquer [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:t:trans-objetivo:start|trans-objetivo]], também [[lexico:n:nao:start|não]] haver [[lexico:d:dialogo:start|diálogo]]. Mas o ator que [[lexico:a:agora:start|agora]] entra em cena tudo transformou, dizendo o que [[lexico:e:esse:start|esse]] mundo é e falando do que nele existe. Temos [[lexico:o:outro:start|outro]] monólogo, que é o «ditado» de um [[lexico:d:deus:start|Deus]] aos homens que, então, não só se reconhecem como libertos de, mas também livres para. Todos livres para livremente dançar os traços característicos de outro mundo, o novo [[lexico:h:homem:start|homem]], o que veio a instalar-se na [[lexico:t:trans-objetividade:start|trans-objetividade]], o que no trans-objetivo agora tem sua morada, aquele em que trans-objetivo se tomou, sabendo que o «[[lexico:a:afazer:start|afazer]]» já não lhe compete, porque tanto ele, que habita nesse mundo, quanto esse mundo que lhe dá abrigo e conforto surgiram, sem o [[lexico:e:esforco:start|esforço]] do [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]], das gestas dos [[lexico:d:deuses:start|deuses]], consignadas em mitos que ainda não chegaram a [[lexico:s:ser:start|ser]] «mitos». Talvez se deva aventar aqui, e em [[lexico:c:consequencia:start|consequência]] do que precede, a [[lexico:h:hipotese:start|hipótese]] plausível de que a trans-objetividade ainda seja, de certo [[lexico:m:modo:start|modo]], [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]]. Só que esta já não é a do «homem só [[lexico:h:humano:start|humano]]»: o «de certo modo» [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] na trans-objetividade pertence à objetividade da [[lexico:a:acao:start|ação]] de um deus ou dos deuses. Daí que, para os entes desta objetividade [[lexico:s:superior:start|superior]], que, manifestamente, é constituída de [[lexico:s:simbolos:start|símbolos]], tão fácil seja o degenerarem eles em «[[lexico:c:coisas:start|coisas]]»: basta que o homem, distraído na [[lexico:c:contemplacao:start|contemplação]] da [[lexico:o:obra:start|obra]] inoperada dos deuses, se «ex-centre», isto é, que se olvide daquele que agora está no centro. Na trans-objetividade, o homem, já não-só-humano, é excêntrico, em todos os sentidos da [[lexico:p:palavra:start|palavra]]. [[lexico:n:nada:start|nada]] pode tão facilmente tangenciar o [[lexico:c:comico:start|cômico]] quanto o [[lexico:c:comportamento:start|comportamento]] do homem transferido para a trans-objetividade, do [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista de [[lexico:q:quem:start|quem]] não quer ou não pode sair da [[lexico:s:subjetividade:start|subjetividade]] objetivante. É, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], o ridículo [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] que assume o procedimento de dois amantes, aos olhos de quem «está por fora», do que seja [[lexico:a:amor:start|amor]]. E os atos do [[lexico:d:drama:start|drama]] [[lexico:r:ritual:start|ritual]], submetidos à [[lexico:o:observacao:start|observação]] atenta de quem nunca os frequentou? Não se torna risível, por insólita, toda a manipulação de símbolos, para quem só conhece e reconhece a validez das «coisas»? Como susterá o [[lexico:r:riso:start|riso]] quem assista, inteiramente por fora, à solenidade de gestos e [[lexico:p:palavras:start|palavras]] do sacerdote ministrando Sacramentos, celebrando o [[lexico:s:sacrificio:start|Sacrifício]], falando de coisas em que se não crê, ou que se não creem, por cerceada toda a [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]] de crer ou de não crer? Quem escreve estas linhas não está falando do que não sabe por [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] direta. [EudoroMito:126-127] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}