===== THEOI ===== gr. θεοί = [[lexico:d:deuses:start|deuses]]; plural de θεός ([[lexico:t:theos:start|theos]], [[lexico:d:deus:start|Deus]]) 79. Mágica de todas as mágicas, é-o a [[lexico:r:religiao:start|religião]], na [[lexico:t:trans-objetividade:start|trans-objetividade]]. Nenhuma [[lexico:a:acao:start|ação]] humana, nenhuma ação [[lexico:n:natural:start|natural]] é «e-ficiente»: todas são «in-ficientes», porque os «feitos» fazem-se todos dentro do [[lexico:s:simbolo:start|símbolo]] que, por base, tem o [[lexico:h:homem:start|homem]] e o [[lexico:m:mundo:start|mundo]], porque eles são produtos do deus que simbolicamente os integra, que os integra como duas partes de [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]]. [[lexico:a:ato-humano:start|ato humano]] e [[lexico:m:mundano:start|mundano]] são interdependentes. Um gesto do homem altera, de algum [[lexico:m:modo:start|modo]], o mundo, assim como um sobressalto do mundo, de algum modo, altera o homem. Nisto consiste a [[lexico:s:simpatia:start|simpatia]] e a [[lexico:s:sinergia:start|sinergia]], adentro do símbolo «deus-homem-mundo». Por isso, o [[lexico:r:religioso:start|religioso]] da trans-objetividade [[lexico:n:nao:start|não]] age como quer, mas só como pode: não excede o [[lexico:c:circulo:start|círculo]] do que de cada vez é [[lexico:s:sagrado:start|sagrado]], isto é, só desempenha, no [[lexico:d:drama:start|drama]] [[lexico:r:ritual:start|ritual]], o papel [[lexico:b:bem:start|Bem]] determinado pelo aceno do deus que o acena de [[lexico:f:forma:start|forma]] que ele [[lexico:p:proprio:start|próprio]] (o drama) o revele a ele (o deus) como [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]], nas duas partes em que se repartiu seu [[lexico:s:ser:start|ser]] de mensageiro de uma só [[lexico:m:mensagem:start|mensagem]] da [[lexico:o:origem:start|origem]], nas duas metades que, reunidas, dele fazem o simbolizante do primeiro de todos os [[lexico:s:simbolos:start|símbolos]], do símbolo arquetípico, da primeira de todas as «religações», a do homem e do mundo — homem e mundo que não devem ser entendidos abstratamente, mas em toda a sua concreção dramática, este homem e este mundo interdependentes, porque dependentes, ambos, do ser de um só de entre os deuses que podem, um de cada vez, simbolizar, mediante [[lexico:o:outro:start|outro]] drama, outra concreção que será a «daquele» homem e «daquele» mundo. No que dissemos acima, [[lexico:m:mal:start|mal]] ou bem (cremos que mais mal do que bem) ficou [[lexico:d:dito:start|dito]] o que tínhamos a dizer de uma «religião elementar», aponta para o que cremos que seja «[[lexico:e:elemento:start|elemento]]» de que vive e em que vive qualquer religião historiada ou historiável. É, por conseguinte, o [[lexico:t:trans-historico:start|trans-histórico]] em toda a [[lexico:h:historia:start|história]] das religiões. A [[lexico:p:palavra:start|palavra]] «deus» pode ser substituída pelo [[lexico:n:nome:start|nome]] de Dioniso ou de Cristo, sem que, assim, pretendamos paganizar o cristianismo ou cristianizar o [[lexico:p:paganismo:start|paganismo]]. Só não podemos [[lexico:p:por:start|pôr]] em seu [[lexico:l:lugar:start|lugar]] «Deus» ou o «Absoluto-Secreto» ou a «[[lexico:e:excessividade:start|excessividade]] Caótica» ou o «Ser» ou o «Ultra-Ser», em [[lexico:s:suma:start|suma]], o que quer que esteja para Além-Horizonte [[lexico:e:extremo:start|extremo]]. Claro que deixamos em [[lexico:a:aberto:start|aberto]] todas as questões, fechadas ou não pela [[lexico:t:teologia:start|teologia]] ortodoxa, no que se refere a Cristologia. Não é assunto de nossa competência. 80. Os «acenantes mensageiros da Divindade» ainda são apenas «acenantes» de acenos que a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] determinará como mensagem do Deus que, «a partir do [[lexico:o:oculto:start|oculto]] reinar» dos deuses, aparecerá «no seu ser, que o subtrai a [[lexico:t:todo:start|todo]] o confronto com o que é presente». Os deuses, por ora, são só os possessores do homem que, «possesso», desempenha o drama ritual simbolizante, em que o símbolo-simbolizado se compõe de homem e mundo — mundo «mundante» ou «desmundante» do homem, e homem «humanizante» ou «desumanizante» do mundo — e neste símbolo arquetípico, o que simboliza é o deus que, na sua possessão, se apossa das disponibilidades de cada [[lexico:e:especie:start|espécie]] (face ou [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]]) de homem, conjugada com cada espécie (face ou aspecto) de mundo, de modo que as duas espécies sejam desocultação do mesmo deus, em [[lexico:c:corpo-e-alma:start|corpo e alma]]. Poderíamos — e já o fizemos de modo simplesmente alusivo — invocar a [[lexico:p:polaridade:start|polaridade]] [[lexico:a:alma-corpo:start|alma-corpo]], e dizermos que [[lexico:e:esse:start|esse]] mundo se faz [[lexico:c:corpo:start|corpo]], e esse homem se faz [[lexico:a:alma:start|alma]] do mesmo deus possessor. Cada polaridade [[lexico:s:singular:start|singular]], [[lexico:h:homem-mundo:start|homem-mundo]], constitui-se pela [[lexico:s:singularidade:start|singularidade]] de uma desocultação de qualquer dos deuses-mensageiros de cada mensagem de Deus. Mas esta ainda não está em [[lexico:q:questao:start|questão]]. [EudoroMito:167-168] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}