===== TEOFRASTO ===== Teofrasto (c.372-287 a.C.) [[lexico:f:filosofo|Filósofo]] [[lexico:g:grego|grego]] (nascido na ilha de Lesbos) peripatético: foi discípulo de [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] e o sucedeu ria direção do "[[lexico:l:liceu|Liceu]]. Distinguiu-se em botânica: escreveu uma [[lexico:h:historia|História]] das plantas, uma Botânica teórica, Opiniões dos físicos, de que restam apenas fragmentos, e uma [[lexico:o:obra|obra]] intitulada [[lexico:c:caracteres|caracteres]], na qual se inspirou o escritor francês La Bruyère para escrever o seu famosíssimo livro Les caractères ou moeurs de ce siècle (1688). Escreveu também um pequeno tratado de [[lexico:m:metafisica|metafísica]] em que retoma as teses aristotélicas. Assim como a velha [[lexico:a:academia|Academia]] continua a última fase do ensinamento platônico, também a [[lexico:e:escola-peripatetica|escola peripatética]] apresenta as caraterísticas do [[lexico:u:ultimo|último]] período da [[lexico:a:atividade|atividade]] de Aristóteles, dedicado principalmente à organização do [[lexico:t:trabalho|trabalho]] científico e a investigações particulares. À [[lexico:m:morte|morte]] de Aristóteles, sucedeu ao [[lexico:m:mestre|mestre]] na direção da [[lexico:e:escola|escola]] Teofrasto de Eresso, em Lesbos que a dirigiu até à sua morte, ocorrida entre 288 e 286 a.c. a sua atividade científica orientou-se sobretudo para o [[lexico:c:campo|campo]] da botânica. conservaram-se duas obras: história das plantas e as [[lexico:c:causas|causas]] das plantas, que fizeram dele o mestre daquela [[lexico:d:disciplina|disciplina]] durante toda a [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] e até ao final da Idade Média. Foi também autor das Opiniões Físicas, uma [[lexico:e:especie|espécie]] de história das doutrinas físicas de Tales a [[lexico:p:platao|Platão]] e a [[lexico:x:xenocrates|Xenócrates]], da qual nos restam alguns fragmentos. também se conservou um [[lexico:e:escrito|escrito]] [[lexico:m:moral|moral]], Os Caracteres. Teofrasto formulou numerosas críticas a pontos concretos da doutrina aristotélica, mas manteve-se fiel aos ensinamentos fundamentais do mestre. contra a doutrina do [[lexico:i:intelecto-ativo|intelecto ativo]] objectou que são incompatíveis com a [[lexico:f:funcao|função]] daquele [[lexico:i:intelecto|intelecto]] o [[lexico:e:esquecimento|esquecimento]] e o [[lexico:e:erro|erro]]. contra o [[lexico:u:universal|universal]] [[lexico:f:finalismo|finalismo]] das [[lexico:c:coisas|coisas]], professado por Aristóteles, notou que, na [[lexico:n:natureza|natureza]], muitas coisas [[lexico:n:nao|não]] obedecem à [[lexico:t:tendencia|tendência]] para o [[lexico:f:fim|fim]] e, se esta tendência é própria dos animais, não se revela nos seres inanimados que são os mais numerosos na natureza. em compensação defende a doutrina aristotélica da, [[lexico:e:eternidade|Eternidade]] do [[lexico:m:mundo|mundo]] contra as objeções que lhe vinham sendo feitas. Na obra Os Caracteres, que provavelmente não nos chegou na sua [[lexico:f:forma|forma]] original mas numa redação retocada, descreve com uma certa argúcia trinta tipos de caracteres morais (o importuno, o vaidoso, o descontente, o fanfarrão, etc.) pode dizer-se que Teofrasto aplicou à [[lexico:v:vida|vida]] moral, nesta obra, o mesmo [[lexico:m:metodo|método]] [[lexico:d:descritivo|descritivo]] empregado por ele no [[lexico:e:estudo|estudo]] da botânica.