===== TELEOLOGIA ===== (in. Teleology; fr. Téléologie; al. Teleologia; it. Teleologià). Este [[lexico:t:termo:start|termo]] foi criado por [[lexico:w:wolff:start|Wolff]] para indicar "a [[lexico:p:parte:start|parte]] da [[lexico:f:filosofia-natural:start|filosofia natural]] que explica os fins das [[lexico:c:coisas:start|coisas]]" (Log., 1728, Disc. prael, § 85). O mesmo que [[lexico:f:finalismo:start|finalismo]]. (do gr. telos, fim, e logos, estudo), [[lexico:e:estudo:start|estudo]] da [[lexico:f:finalidade:start|finalidade]]. — Há duas maneiras de considerar a [[lexico:h:historia:start|história]] humana, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]]: ou a consideramos a [[lexico:o:ordem:start|ordem]] das [[lexico:c:causas:start|causas]], seu passado; ou a consideramos em [[lexico:f:funcao:start|função]] de seu [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]]; essa última consideração é "teleológica". As noções de finalidade e teleologia foram analisadas na [[lexico:c:critica:start|Crítica]] do [[lexico:j:juizo:start|juízo]] de [[lexico:k:kant:start|Kant]]: o "juízo [[lexico:t:teleologico:start|teleológico]]" só tem um [[lexico:u:uso:start|uso]] objetivo quando se trata de refletir-se sobre um [[lexico:o:organismo:start|organismo]] ou uma [[lexico:o:obra:start|obra]] de [[lexico:a:arte:start|arte]]; porque, somente nesses dois casos, as partes são compreendidas a partir do [[lexico:t:todo:start|todo]]: da mesma maneira que os órgãos só têm [[lexico:s:sentido:start|sentido]] a partir do funcionamento [[lexico:g:geral:start|geral]] do organismo, os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] de uma obra de arte reúnem-se para promover uma [[lexico:f:forma:start|forma]] global que constitui a [[lexico:q:qualidade:start|qualidade]] [[lexico:e:estetica:start|estética]] da obra. A [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] teleológica a partir do todo contrapõe-se à explicação mecanista, que se focaliza inicialmente nas partes. (V. finalidade.) O termo teleologia foi empregado no século dezoito com o [[lexico:f:fim:start|fim]] de exprimir o [[lexico:m:modo:start|modo]] de explicação baseado em causas finais , diferentemente do modo de explicação baseado em causas eficientes. Apelamos para a [[lexico:c:causa:start|causa]] final ou teleológica quando, ante uma [[lexico:e:entidade:start|entidade]] ou [[lexico:p:processo:start|processo]]. perguntamos: “para quê?” Apenas o [[lexico:n:nome:start|nome]] é [[lexico:m:moderno:start|moderno]]; a própria [[lexico:i:ideia:start|ideia]] é antiga e [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] fundamental nela pode encontrar-se já em [[lexico:p:platao:start|Platão]] e [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]]. É muito frequente chamar causalismo ao modo de explicação por causas eficientes e teleologismo (ou finalismo) ao modo de explicação por causas finais. Quando se reduz a causa eficiente à causa [[lexico:m:mecanica:start|mecânica]] o causalismo chama-se [[lexico:m:mecanicismo:start|mecanicismo]] e a [[lexico:o:oposicao:start|oposição]] estabelece-se entre o mecanicismo e o teleologismo. Utilizaram-se tais oposições com grande frequência na [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] de [[lexico:p:pensamentos:start|Pensamentos]] filosóficos: contrapuseram-se os pensamentos de [[lexico:a:anaxagoras:start|Anaxágoras]], Platão, Aristóteles, escolásticos, etc, considerados como teleologistas, aos pensamentos de [[lexico:d:democrito:start|Demócrito]], [[lexico:d:descartes:start|Descartes]], Espinosa, considerados como causalistas e às vezes mecanicistas. [[lexico:a:alem:start|Além]] disso, interpretaram-se outros sistemas (como o de [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]]), como [[lexico:e:ensaios:start|Ensaios]] de concordância entre o causalismo e o teleologismo, na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que admitiram uma finalidade íntima no mesmo encadeamento causal de todos os fatos. Só se pode admitir tais interpretações na medida em que as consideramos aproximadas: os sistemas causalistas oferecem outras caraterísticas e os teleologistas [[lexico:n:nao:start|não]] rejeitam de nenhum modo a [[lexico:e:existencia:start|existência]] de causas eficientes. Enquanto alguns filósofos insistiram na [[lexico:i:impossibilidade:start|impossibilidade]] de prescindir do [[lexico:c:conceito:start|conceito]] de teleológico para explica certos fenômenos da [[lexico:n:natureza:start|natureza]], outros tentaram reduzir o teleológico ao causal. Este [[lexico:r:reducao:start|redução]] deu-se de várias maneiras: alguns indicaram que a explicação teleológica não é mais que uma explicação causal que utiliza o conceito de [[lexico:i:intencao:start|intenção]]; outros observaram que a [[lexico:n:nocao:start|noção]] de teleologia é puramente [[lexico:m:metodica:start|metódica]], que de modo algum denota uma [[lexico:r:relacao:start|relação]] [[lexico:r:real:start|real]]; outros finalmente assinalaram que os [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] teleológicos são interinos, quer dizer, que são se utilizam enquanto não se descubram as conexões causais correspondentes. A maior parte das posições adotadas têm o defeito de não atender suficientemente ao [[lexico:f:fato:start|fato]] que um conceito de causa, e em articular o de cadeia causal, não [[lexico:s:ser:start|ser]] alheio às concepções teleológica.. No que se refere aos diferentes campos aos quais se aplica a noção de teleológico é preciso assinalar a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] de sentido que se estabelece quando se aplica aos processos da natureza ou aos atos dos homens. Neste [[lexico:u:ultimo:start|último]] caso, o [[lexico:p:problema:start|problema]] da teleologia envolve o da [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]]; no primeiro caso, pode-se conceber o teleológico como uma forma especial de [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] - a determinação desde o fim. Mesmo quando é perigosa a [[lexico:f:fusao:start|fusão]] dos dois conceitos, podemos admiti-la quando se apresenta como uma [[lexico:s:sintese:start|síntese]] [[lexico:e:ente:start|ente]] e o [[lexico:n:natural:start|natural]] - [[lexico:m:mecanico:start|mecânico]] e o ético-livre; isto é o que Kant tentou na crítica do juízo, ao submeter à [[lexico:a:analise:start|análise]] a noção de finalidade para descobrir o [[lexico:p:principio:start|princípio]] do juízo teleológico da natureza em geral como [[lexico:s:sistema:start|sistema]] de propósito e, sobretudo, para chegar ao [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] do propósito final da natureza. Deste modo pode falar-se de um princípio teleológico como princípio interno da [[lexico:c:ciencia-natural:start|ciência natural]], pois não se abandona a ideia do mecanicismo das causas. Kant também enfrenta os problemas postos pela dialéctica do juízo teleológico. Com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], aqui aparece a [[lexico:a:antinomia:start|antinomia]] surgida destas afirmações: 1. Todas as coisas naturais foram produzidas por leis meramente mecânicas; 2. Não é [[lexico:p:possivel:start|possível]] nenhuma produção de coisas materiais por leis meramente mecânicas. Segundo Kant, a antinomia não se pode resolver e poderíamos concluir que um propósito natural é inexplicável. Mas na medida em que analisamos o [[lexico:c:comportamento:start|comportamento]] [[lexico:h:humano:start|humano]] e a sua [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] da [[lexico:r:realidade:start|realidade]] observamos que nele se podem unir o princípio do mecanicismo [[lexico:u:universal:start|universal]] da natureza com o princípio teleológico da natureza, sempre que admitamos que o princípio unificador é de [[lexico:c:carater:start|caráter]] [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]]. O juízo teleológico não pertence nem à [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] natural nem à teleologia; é apenas um [[lexico:t:tema:start|tema]] da crítica do juízo. [[lexico:p:prova:start|prova]] Teleológica: Esta é uma das provas clássicas da [[lexico:e:existencia-de-deus:start|existência de Deus]] e foi aceite por maior [[lexico:n:numero:start|número]] de filósofos e teólogos que a [[lexico:p:prova-ontologica:start|prova ontológica]]. Entende-se esta prova em dois sentidos: [[lexico:f:fisica:start|física]] e metafisicamente. Fisicamente consiste numa [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]] da existência de [[lexico:d:deus:start|Deus]] com base na ordem deste [[lexico:m:mundo:start|mundo]], na [[lexico:h:harmonia:start|harmonia]] do cosmos. Metafisicamente, a prova teleológica consiste numa demonstração da existência de Deus fundamentada na passagem do [[lexico:m:movimento:start|movimento]] à causa do movimento e do [[lexico:c:contingente:start|contingente]] ao [[lexico:n:necessario:start|necessário]]. Na [[lexico:c:critica-da-razao-pura:start|crítica da razão pura]], Kant examinou a demonstração da existência de Deus por [[lexico:m:meio:start|meio]] da finalidade da natureza e quis mostrar que os argumentos oferecidos fracassaram pela impossibilidade de passar do mundo [[lexico:f:fenomenico:start|fenomênico]] ao mundo numênico. O Deus em que desembocariam tais elementos, assinala Kant, seria, no máximo, uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de [[lexico:d:demiurgo:start|demiurgo]], não o Deus criador, omnipotente a que se referem os que usaram a prova. Kant reconhece no entanto que tal prova tem muita [[lexico:f:forca:start|força]] de [[lexico:c:conviccao:start|convicção]] e por isso tem sido usada com tanta frequência. Um dos seus pontos de partida é a ideia de que o mundo é um [[lexico:s:signo:start|signo]] ou [[lexico:c:codigo:start|código]] do mundo invisível e, em último termo, o criador do mundo visível. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}