===== TÉCNICA E TECNOLOGIA ===== A [[lexico:t:tecnica|técnica]] costuma [[lexico:s:ser|ser]] emparelhada à [[lexico:c:ciencia|ciência]]. Também de uma [[lexico:f:forma|forma]] imprecisa costuma-se abreviar pelo [[lexico:t:termo|termo]] "técnica" ou "[[lexico:t:tecnologia|tecnologia]]" a sistematização do emprego da maquinaria pesada que se tornou corrente depois da [[lexico:r:revolucao|Revolução]] Industrial no século XVIII. Justifica-se tal emprego do termo pelo [[lexico:c:carater|caráter]] "explosivo" que parece [[lexico:t:ter|ter]] tido o [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] e a aplicação dos teares mecânicos, da [[lexico:m:maquina|máquina]] a vapor, da tecnologia do aço na Inglaterra nos últimos trinta anos do século XVIII. Exporemos a seguir as opiniões de [[lexico:a:adam-smith|Adam Smith]], Ricardo, [[lexico:m:marx|Marx]], [[lexico:s:spengler|Spengler]] e [[lexico:h:heidegger|Heidegger]] a [[lexico:r:respeito|respeito]]. Deve-se notar, a [[lexico:p:principio|princípio]], que enquanto Adam Smith [[lexico:n:nao|não]] distingue entre o [[lexico:i:instrumento|instrumento]] auxiliar do [[lexico:t:trabalho|trabalho]] e a máquina, Ricardo mostra (economicamente) um peculiar [[lexico:e:efeito|efeito]] que tem a máquina, e não o instrumento; Marx separa ontologicamente o instrumento da máquina, Spengler liga-os à [[lexico:n:nocao|noção]] de "econômico" e à ciência quantitativa ocidental, e Heidegger elucida a [[lexico:v:visao|visão]] implícita à tecnologia. Adam Smith. Para Adam Smith, que escrevia (1776) no [[lexico:m:momento|momento]] em que se iniciava a Revolução Industrial, não há [[lexico:d:diferenca|diferença]] entre o instrumento do qual se serve o [[lexico:a:artesao|artesão]] e o tear com o qual trabalha o operário. Isto é, o [[lexico:u:uso|uso]] da máquina, para Smith, não havia ainda se individualizado enquanto "tecnologia"; anterior à máquina, e constituindo uma [[lexico:c:categoria|categoria]] [[lexico:e:economica|econômica]] mais fundamental, existia para Smith a [[lexico:d:divisao-do-trabalho|divisão do trabalho]]. Assim sendo, no seu livro The Wealth of Nations não há capítulo especial sobre a maquinaria, e as referências a respeito se encontram no capítulo inicial da [[lexico:o:obra|obra]], onde Smith relaciona a [[lexico:d:divisao|divisão]] do trabalho ao emprego da máquina: "em [[lexico:c:consequencia|consequência]] da divisão do trabalho, a [[lexico:a:atencao|atenção]] total de cada [[lexico:h:homem|homem]] é naturalmente dirigida para algum [[lexico:o:objeto|objeto]] muito [[lexico:s:simples|simples]]. Deve-se portanto esperar que eventualmente cada uma das pessoas trabalhando nos diversos ramos de [[lexico:a:atividades|atividades]] encontre métodos mais simples e mais fáceis para a execução de sua [[lexico:a:atividade|atividade]] específica". Ora, deste trecho vê-se como Smith compreendia ser "[[lexico:n:natural|natural]]" o emprego da máquina pelo homem, constituindo esta naturalidade na melhoria das condições de execução do serviço. O [[lexico:a:agente|agente]] desta melhoria era o [[lexico:i:individuo|indivíduo]] que, ligado a dada atividade, era capaz de dar sugestões e desenvolver [[lexico:i:ideias|ideias]] úteis no [[lexico:s:sentido|sentido]] de aumentar a [[lexico:e:eficiencia|eficiência]] da sua [[lexico:t:tarefa|tarefa]]. Ora, deve-se notar que Adam Smith repetia, com estas observações, o que estava acontecendo na Inglaterra naquela [[lexico:e:epoca|época]]: as grandes invenções de homens como Arkwright, Watt, ou, uns trinta anos depois, Krupp na Alemanha, foram resultado de pessoas diretamente empenhadas na atividade para cujo desenvolvimento eles vieram tanto a colaborar. Mas os exemplos citados mostram [[lexico:b:bem|Bem]] de que forma estes criadores de Smith se enquadraram na [[lexico:s:sociedade|sociedade]] após a aceitação de seu invento — como capitalistas! E o que ocorreu a Arkwright e a Krupp há duzentos anos ocorreu com Henry Ford, e com os inventores da Polaroid e da Xerox ainda hoje. David Ricardo. Quase cinquenta anos depois de Adam Smith, Ricardo, na terceira edição de seu livro mais importante, vê [[lexico:n:necessario|necessário]] incluir um capítulo sobre as [[lexico:r:relacoes|relações]]^ entre a maquinaria e os processos econômicos. No início deste capítulo, Ricardo faz uma curiosa [[lexico:o:observacao|observação]], que bem mostra como somente após a Revolução Industrial foi [[lexico:p:possivel|possível]] [[lexico:c:compreender|compreender]] a estranheza de que se revestia o desenvolvimento tecnológico: nos diz ele que inicialmente supunha ser o emprego da maquinaria benéfico para a [[lexico:t:totalidade|totalidade]] da população de um país, mas um exame mais cuidadoso levou-o a concluir que é possível ser bastante prejudicial aos operários o desenvolvimento tecnológico. A [[lexico:a:argumentacao|argumentação]] de Ricardo é toda ela baseada numa [[lexico:s:situacao|situação]] econômica de grande artificialidade (ou simplicidade), mas suas conclusões — talvez baseadas na constatação empírica do pauperismo no qual viviam os trabalhadores ingleses, e racionalizadas pelo [[lexico:a:argumento|argumento]] [[lexico:a:abstrato|abstrato]] — possuem extrema importância. Pois elas ameaçam seriamente a "naturalidade" que Adam Smith via na máquina — a menos que o [[lexico:c:caminho|caminho]] "natural" benéfico fosse na [[lexico:r:realidade|realidade]] uma armadilha maléfica. Ricardo mostra que o uso da maquinaria, embora aumente o [[lexico:p:produto|produto]] líquido de uma [[lexico:n:nacao|nação]], pode diminuir o seu produto bruto. Como " a [[lexico:c:capacidade|capacidade]] de sustento da população depende sempre do produto bruto, e nunca do produto líquido, haverá necessariamente uma [[lexico:d:diminuicao|diminuição]] na demanda da [[lexico:f:forca|força]] de trabalho, a população se tornará redundante e a situação das classes trabalhadoras será de [[lexico:a:abandono|abandono]] e [[lexico:p:pobreza|pobreza]]". Karl Marx. A "naturalidade" [[lexico:a:aparente|aparente]] que possui a tecnologia será desvelada no seu [[lexico:s:significado|significado]] [[lexico:o:oculto|oculto]] por Marx. Seus trabalhos circulam em torno da [[lexico:c:critica|crítica]] dos [[lexico:c:conceitos|conceitos]] e [[lexico:c:categorias|categorias]] [[lexico:e:empregados|empregados]] pela [[lexico:e:economia-politica|economia política]] dos Smith e Ricardo e do [[lexico:p:processo|processo]] de [[lexico:f:formacao|formação]] e desenvolvimento do [[lexico:c:capital|capital]], cuja [[lexico:p:parte|parte]] fixa representa o reservatório tecnológico do produtor, a maquinaria. Marx é, muito legitimamente, um pensador da técnica,conforme o chamou Kostas [[lexico:a:axelos|Axelos]], e podemos traçar a sua [[lexico:p:preocupacao|preocupação]] a respeito desde as obras de juventude até [[lexico:o:o-capital|O Capital]]. Um slogan motivador serve de traço de [[lexico:u:uniao|união]] entre as suas obras, e ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]] revela o que para Marx era a situação [[lexico:o:ontologica|ontológica]] da tecnologia: trata-se de "um poder estranho" frente ao operário. Esta [[lexico:e:expressao|expressão]], encontrável sobretudo nos Manuscritos Parisienses de 1844, nos cadernos de apontamentos de 1857/58, publicados sob o título de Grundrisse, e nos três volumes do Capital (1868), destaca a [[lexico:e:essencial|essencial]] inaturalidade que possui a técnica frente ao indivíduo. Primeiro, trata-se do produto manufaturado que o operário produz mas que não lhe pertence: este produto (industrial, lhe é alieno, estranho. Esta é a [[lexico:p:posicao|posição]] de 1844. Nos Grundrisse Marx mostra o por quê desta estranheza e aos mesmo tempo revela a situação complementar ao instrumento [[lexico:m:mediador|mediador]] entre o operário e seu trabalho, de Adam Smith. Numa grande fábrica, é o operário que serve [[lexico:a:agora|agora]] de intermediário entre a máquina como [[lexico:s:sujeito|sujeito]] e o objeto sendo trabalhado. Diz Marx: "considerado no processo de produção do capital, o intrumento de trabalho sofre notáveis metamorfoses, das quais a última é a máquina, ou melhor, um [[lexico:s:sistema|sistema]] automatizado de maquinaria". E continua: "a máquina não se revela de [[lexico:m:modo|modo]] algum como instrumento de trabalho do trabalhador individual. A diferença entre ambos não aparece jamais como sendo, quando do caso do instrumento de trabalho, a intermediação entre a atividade do trabalhador e seu objeto. Ao contrário; a atividade do trabalhador está ajustada de tal maneira que este agora serve de intermediário entre a [[lexico:a:acao|ação]] da máquina e a [[lexico:m:materia-prima|matéria-prima]], observando-a e cuidando para que funcione sem problemas". E [[lexico:o:o-que-e|o que é]] a máquina, então? É um "virtuose, com [[lexico:a:alma|alma]] própria", e a ciência que cria a máquina torna-se estranha ao seu [[lexico:p:proprio|próprio]] operador; a máquina é a [[lexico:r:reificacao|reificação]] do [[lexico:c:conhecimento-cientifico|conhecimento científico]], uma reificação que a transforma num enigma para o operário que a ela serve, e que gera, hoje em dia, as elucubrações mitológicas em torno de computadores, leiseres e reatores nuclares. Oswald Spengler. Depois de Marx, muitas discussões envolveram o [[lexico:p:problema|problema]] da tecnologia. Vale [[lexico:p:pena|pena]] citarmos o alemão Ernst Junger, que muito influenciou Heidegger, e as críticas de [[lexico:l:lukacs|Lukács]] ao [[lexico:r:racionalismo|racionalismo]] no seu livro [[lexico:h:historia|História]] e [[lexico:c:consciencia-de-classe|Consciência de Classe]]. Um pouco anterior a ambos está Oswald Spengler. Criador de uma [[lexico:t:teoria|teoria]] impressionante da história (embora mais bonita do que convincente), Spengler se revela nas suas análises de detalhe como um [[lexico:o:observador|observador]] fantasticamente lúcido. Seu livro sobre a técnica data dos primeiros anos da década de trinta, e embora sua visão (pseudo-nietzscheana) da tecnologia como sendo a consequência última do [[lexico:c:comportamento|comportamento]] predatório do animal-homem esteja algo démodée, duas ou três observações do autor nos chocam em sua [[lexico:a:atualidade|atualidade]]. Spengler vê, muito nitidamente, a conexão entre tecnologia e poluição; destaca ainda (ou prevê, num tempo em que Hitler não havia subido ainda ao poder, apoiado pela [[lexico:c:classe|classe]] média e pelo operariado alemão) que haverão revoltas "de aspectos inumeráveis — desde a sabotagem sob a forma de greve até o [[lexico:s:suicidio|suicídio]]" contra a [[lexico:v:vida|vida]] estandardizada que nos impõe a [[lexico:c:civilizacao|civilização]] tecnológica. E temos que nos lembrar dos slogans do Maio de 1968 na França, ou dos suicídios públicos como forma [[lexico:a:atual|atual]] de protesto. Finalmente, numa conclusão sem" paralelo, Spengler descreve o [[lexico:f:fim|fim]] da técnica, ou seja, da civilização fáustica: "para as pessoas de cor a técnica [[lexico:n:nada|nada]] mais é que uma arma em sua [[lexico:l:luta|luta]] contra a civilização fáustica, da mesma [[lexico:e:especie|espécie]] que um ramo de árvores, que se joga fora após utilizado. Esta técnica maquinista desaparecerá com a civilização fáustica, e, um dia, seus despojos estarão espalhados pelo [[lexico:m:mundo|mundo]], esquecidos: nossas vias férreas e nossos navios, tão fósseis quanto as vias romanas e a muralha da China; nossas cidades gigantes e nossos arranha-céus, em ruina como Mênfis e Babilônia". Nas últimas páginas de A [[lexico:d:decadencia-do-ocidente|Decadência do Ocidente]], que precedem de uma década o ensaio sobre a técnica, Spengler aprofunda a conexão entre o surgimento da [[lexico:e:economia|economia]] [[lexico:p:politica|política]] enquanto [[lexico:d:disciplina|disciplina]], o surgimento da burguesia, e a ciência e a técnica ocidentais. São todas consequência de um [[lexico:m:movimento|movimento]] cultural que, por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], passa a reconhecer no dinheiro não mais um [[lexico:v:valor|valor]], uma [[lexico:q:quantidade|quantidade]], mas sim uma [[lexico:f:funcao|função]], o crédito. Esta mesma passagem do [[lexico:e:estatico|estático]] ao [[lexico:d:dinamico|dinâmico]], da moeda que também é objeto de visível valor à moeda compreendida como crédito, e analisada (pelas taxas de juros, projeções econômicas, análises de mercado, etc.) como [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de [[lexico:r:riqueza|riqueza]] futura constituirá a [[lexico:e:essencia|essência]] da tecnologia moderada, que é compreendida como "processo" e "crescimento". Após comentar uma citação onde se compara o [[lexico:e:espirito|espírito]] da contabilidade ao espírito das cosmogonias de Galileu e Newton, Spengler sintetiza numa [[lexico:f:frase|frase]] o que é a contabilidade florentina: "a contabilidade é a [[lexico:a:analise|análise]] do [[lexico:e:espaco|espaço]] dos valores, referida a um sistema de coordenadas cuja [[lexico:o:origem|origem]] é a "Firma". Mas o que torna possível este espírito, esta [[lexico:i:ideologia|ideologia]] do [[lexico:p:progresso|progresso]] e do crescimento? Numa antevisão do que dirá Heidegger, Spengler localiza a possibilidade da técnica numa [[lexico:o:ontologia|ontologia]] que compreende a [[lexico:l:linguagem|linguagem]] como coleção de signos e indicadores, e que assim separa o [[lexico:f:falar|falar]] da linguagem. Só quando o falar e a linguagem são cortados um do [[lexico:o:outro|outro]] pode-se compreender a linguagem como [[lexico:c:calculo|cálculo]], e torna-se possível a ciência quantitativa ao ocidente e a técnica. Culminando sua análise, Spengler nos [[lexico:f:fala|fala]] da [[lexico:f:figura|figura]] mítica que acompanha a [[lexico:i:imposicao|imposição]] de técnica sobre o mundo: o engenheiro, o "[[lexico:s:sabio|sábio]] sacerdote da máquina". E [[lexico:q:quem|quem]] é o engenheiro? É aquele que dispõe do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] reificado na máquina, e inacessível ao operário que a maneja. Mas é também o tecnocrata que lida com populações [[lexico:c:como-se|como se]] lidesse com cobaias, ou a figura ideologizada do cientista em seu laboratório incompreensível. A . Martin Heidegger. Embora haja atualmente uma tendencia [[lexico:a:a-se|a se]] reduzir Heidegger a um "pensador da técnica", um exame cuidadoso de sua obra — onde são constantes no entanto as referências à tecnologia e à ciência contemporânea — mostra como tal [[lexico:r:reducao|redução]] é perigosa. Mas a [[lexico:m:meditacao|meditação]] sobre a tecnologia constitui uma das várias possibilidades de abordagem das questões centrais para Heidegger. O ensaio mais famoso a este respeito é a conferência A [[lexico:q:questao|Questão]] da Técnica, feita em fins da década de quarenta, e publicada em duas das obras de Heidegger. Resumamos suas ideias. Para Heidegger, responder à questão da técnica não significaria descrevê-la como "um [[lexico:m:meio|meio]] para certos objetivos" ou como "uma [[lexico:c:criacao|criação]] do homem". A questão da técnica procura a sua essência. Para descobri-la, Heidegger faz considerações em torno da [[lexico:p:palavra|palavra]] grega [[lexico:p:poiesis|poiesis]], de onde herdamos etimologicamente "[[lexico:p:poesia|poesia]]", e que ele traduz por produzir (que, aproximadamente, corresponde ao her-vor-brin-gen do original heideggeriano). Mas o que se pro-duz? Uma planta é pro-duzida na [[lexico:n:natureza|natureza]]; melhor, uma flor que desabrocha se pro-duz a si mesma. Uma obra de [[lexico:a:arte|arte]] é pro-duzida pelo [[lexico:a:artista|artista]]. Mas a pro-dução pressupõe algo que ainda não existia, que estava fechado, velado, não-existente, e que a póiesis tornou [[lexico:r:real|real]], existente, presente diante de nós. Ora, como reconhece a técnica ao mundo? Como um conjunto de [[lexico:c:coisas|coisas]] sempre presentes, sempre existentes e abertas diante de nós. Heidegger neste [[lexico:p:ponto|ponto]] mostra como a essência da técnica precede a técnica — pois reconhecer o mundo como um conjunto reificado de objetos é o [[lexico:p:pressuposto|pressuposto]] de qualquer ciência quantitativa, e a ciência [[lexico:m:moderna|moderna]] antecede de uns duzentos anos a tecnologia. Se a essência da técnica mostra as coisas do mundo como presenças eternas, e não como um movimento entre o desvelar-se e o velar-se, ela poderá ser chamada a constelação (que nos sugere o alemão Ge-Stell de Heidegger, referido tanto ao sentido da palavra Gestell, "esqueleto, suporte", aparentado a Gestalt, "configuração", quanto à etimologia implícita na palavra: Ge-, "com-" e Stell-(en), "colocar"). Heidegger, citando nesta altura um verso de Hölderlin, mostra que há um perigo na [[lexico:c:compreensao|compreensão]] das coisas dentro da essência da técnica: ela esquece que as coisas também podem ser vistas como uma oscilação entre a [[lexico:p:presenca|presença]] e a [[lexico:a:ausencia|ausência]], e que a passagem da ausência, à presença é engenhada pela poiesis. E o que é a poiesis, que hoje nós restringimos à noção de poesia? É algo que os gregos viam como uma [[lexico:t:techne|techne]], uma "arte". E a conferência se conclui: "E quanto mais nós nos aproximamos do perigo, tanto mais claramente começa a se iluminar o caminho para o que salva, e tanto mais questionantes nós nos tornamos. Pois o questionar é a [[lexico:d:devocao|devoção]] do [[lexico:p:pensamento|pensamento]]". Expostas estas cinco visões, devemos assinalar que vários outros pensadores se têm dedicado à [[lexico:i:interrogacao|interrogação]] sobre, a tecnologia, e que muito frequentemente esta interrogação se confunde à ‘interrogação’ sobre a [[lexico:c:cultura-de-massa|cultura de massa]] ou sobre a ciência. Assinalemos, contudo, os nomes e trabalhos de [[lexico:a:adorno|Adorno]], [[lexico:m:marcuse|Marcuse]], Habermas, [[lexico:a:alem|além]] de Junger e Lukács já citados. (Francisco Doria - [[lexico:d:dcc|DCC]])