===== TÁBULA RASA ===== Literalmente tabula limpa, [[lexico:n:nao|não]] [[lexico:e:escrita|escrita]]. [[lexico:l:locke|Locke]] expunha que o [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] [[lexico:h:humano|humano]] começava pela [[lexico:e:experiencia|experiência]], [[lexico:o:o-que-e|o que é]] uma [[lexico:t:tese|tese]] empirista, defendida pelos escolásticos. Afirmava que o [[lexico:i:intelecto|intelecto]] humano é como uma tabula rasa (tábuas revestidas de cera em que os romanos escreviam), na qual se imprimem as primeiras sensações, como também a chamavam os escolásticos. Negava Locke que houvesse algo de [[lexico:i:inato|inato]] no [[lexico:h:homem|homem]] e consequentemente [[lexico:i:ideias-inatas|ideias inatas]], sem negar, porém, a [[lexico:n:necessidade|necessidade]] de algo [[lexico:a:antecedente|antecedente]], pelo menos essa tabula rasa, essa [[lexico:c:capacidade|capacidade]] de receber impressões. E como as impressões recebidas são proporcionadas à tabula, que é o [[lexico:e:espirito|espírito]] humano, [[lexico:a:alguma-coisa|alguma coisa]] antecede à experiência, e constitui um fator no resultado dela, pois só se gravam na tabula rasa o que é proporcionado a ela. Os que defendem algo de inato, e [[lexico:a:a-priori|a priori]] no homem, afirmam apenas a tabula rasa do conhecimento, que Locke e os empiristas virtualizam, mas que precisam dela, porque a [[lexico:i:impressao|impressão]] não se gravaria se não tivesse o em que se gravar, e como não se gravam todos os estímulos exteriores, mas apenas os proporcionais à tabula rasa do conhecimento, este é, de certo [[lexico:m:modo|modo]], um [[lexico:p:produto|produto]], não só do [[lexico:e:exterior|exterior]], mas da cooperação de algo que o antecede., o que foi esquecido pelos empiristas.