===== SUBSISTIR ===== (lat. Subsistere; in. To Subsist; fr. Subsister; al. Subsistiren; it. Sussisteré). [[lexico:e:existir|existir]] como [[lexico:s:substancia|substância]], ou existir independentemente do [[lexico:e:espirito|espírito]] ou do [[lexico:s:sujeito|sujeito]] pensante. No primeiro [[lexico:s:sentido|sentido]], [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:termo|termo]] (que no [[lexico:u:uso|uso]] latino comum significa persistir ou durar) foi introduzido por [[lexico:b:boecio|Boécio]] (Phil. cons., III, 11), passando a [[lexico:s:ser|ser]] usado desse [[lexico:m:modo|modo]] na [[lexico:t:tradicao|tradição]] [[lexico:e:escolastica|escolástica]] (Gilberto della Porre, In Boethi de trinitate, P. L. 64e, 1281; [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]], S. Th., I, q. 29, a. 2). É usado com o mesmo [[lexico:s:significado|significado]] pelos escritores modernos, como p. ex. [[lexico:d:descartes|Descartes]] (IV Rép., I), Arnauld (Log., 1, 2) e [[lexico:k:kant|Kant]], que chama de "[[lexico:c:categoria|categoria]] da [[lexico:i:inerencia|inerência]] e da [[lexico:s:subsistencia|subsistência]]" a categoria da substância ([[lexico:c:critica-da-razao-pura|Crítica da Razão Pura]], § 10). No segundo sentido, de [[lexico:e:existencia|existência]] que [[lexico:n:nao|não]] depende do espírito ou do sujeito pensante, esse termo foi usado por [[lexico:b:berkeley|Berkeley]] (Dialogues between Hylas and Philonoûs, I, Works, ed. Jessop, II, p. 199, r.42) e por Kant ([[lexico:c:critica|Crítica]] da [[lexico:r:razao-pura|Razão Pura]], § 6, [B52, A36]); foi retomado por [[lexico:p:peirce|Peirce]], que com ele designou o ser das [[lexico:r:relacoes|relações]] ("A [[lexico:r:relacao|relação]] [[lexico:p:por-si|por si]] é um [[lexico:e:ens-rationis|ens rationis]] e uma mera [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] [[lexico:l:logica|lógica]]; mas a sua subsistência tem [[lexico:n:natureza|natureza]] de [[lexico:f:fato|fato]]" (Coll. Pap., 3.571, o [[lexico:t:texto|texto]] é de 1903), e estendido por [[lexico:r:russell|Russell]] (Problems of Philosophy, 1912, cap. 9) ao modo de ser dos [[lexico:u:universais|universais]] e pelos neo-realistas americanos a todas as entidades neutras, constituintes do [[lexico:m:mundo|mundo]], que, com sua agregação, podem formar a [[lexico:c:consciencia|consciência]] ou as [[lexico:c:coisas|coisas]] (The New Realism, 1912). Este segundo significado é ainda bastante difundido na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] contemporânea.