===== SENSISMO ===== ([[lexico:s:sensualismo|sensualismo]]) é a doutrina, segundo a qual [[lexico:n:nao|não]] existe [[lexico:d:diferenca|diferença]] [[lexico:e:essencial|essencial]] entre o [[lexico:p:pensamento|pensamento]] e a [[lexico:r:representacao|representação]] [[lexico:i:intuitiva|intuitiva]], antes as funções do pensamento se resolvem em funções da representação [[lexico:s:sensorial|sensorial]]. Baseado no [[lexico:e:empirismo-ingles|empirismo inglês]] ([[lexico:h:hume|Hume]]) e no [[lexico:i:iluminismo|Iluminismo]] francês ([[lexico:c:condillac|Condillac]]), o sensismo, mercê da [[lexico:i:influencia|influência]] do [[lexico:p:positivismo|positivismo]] ([[lexico:c:comte|Comte]]), preponderou, durante decênios, na [[lexico:p:psicologia|psicologia]] do século XIX. Explicavam-se, p. ex., os [[lexico:c:conceitos|conceitos]] [[lexico:u:universais|universais]] como meras imagens típicas (Galton); como ressonância de muitas imagens inconscientes com uma única [[lexico:i:imagem|imagem]] existente na [[lexico:c:consciencia|consciência]], mediante a qual se originava a [[lexico:i:impressao|impressão]] de universalidade ([[lexico:j:james|James]]); concebia-se o [[lexico:j:juizo|juízo]] como firme e exclusiva [[lexico:a:associacao|associação]] de duas representações (Ziehen); ou dava-se o [[lexico:n:nome|nome]] de "formas intelectuais" intuitivas a todas as funções do [[lexico:p:pensar|pensar]] (Koffka). Estas explicações passavam ao lado daquilo que era preciso [[lexico:e:explicar|explicar]]. As imagens típicas são mais ou menos semelhantes às [[lexico:c:coisas|coisas]] individuais num [[lexico:a:aspecto|aspecto]], mas não são [[lexico:p:predicaveis|predicáveis]] de todas elas em [[lexico:s:sentido|sentido]] [[lexico:u:univoco|unívoco]], tal como o são os conceitos universais. A estes, a consciência plena apreende-os "como tais" de maneira reflexa e clara. As associações explicam, de [[lexico:f:fato|fato]], a cega [[lexico:s:sucessao|sucessão]] de representações segundo a [[lexico:n:necessidade|necessidade]] psicológica; mas não explicam a [[lexico:e:evidencia|evidência]] i da [[lexico:u:uniao|união]] logicamente necessária dé dois conceitos. A [[lexico:e:expressao|expressão]] [[lexico:f:forma|forma]] intelectual seria admissível, se designasse somente a unidade-multiplicidade dos processos intelectuais; mas não explica, por forma alguma, o [[lexico:c:carater|caráter]] peculiar do pensamento em [[lexico:c:contraposicao|contraposição]] âs representações sensoriais. Para a [[lexico:p:prova|prova]] positiva da diferença essencial entre pensamento e [[lexico:c:conhecimento-sensorial|conhecimento sensorial]], vide [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]], pensamento. — WlLLWOLL.