===== SEMIÓTICA ===== A [[lexico:t:teoria:start|teoria]] dos sinais ou semiótica teve um grande [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] na [[lexico:e:epoca:start|época]] antiga: nos [[lexico:s:sofistas:start|sofistas]], em [[lexico:p:platao:start|Platão]], em [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], nos estoicos, nos epicuristas e nos cépticos encontramos muitas análises semióticas e até uma clara [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] da importância da semiótica dentro da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]. Também na idade média encontramos considerável desenvolvimento dos estudos semióticos entre os lógicos gramáticos especulativo...... A semiótica foi também cultivada na época [[lexico:m:moderna:start|moderna]] por autores como [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]] e [[lexico:l:locke:start|Locke]]. Em época mais recente as investigações semióticas têm sido muito abundantes: [[lexico:p:peirce:start|Peirce]], Charles W. Morris e muito lógicos contemporâneos têm desenvolvidos [[lexico:n:nao:start|não]] apenas os estudos semióticos, mas também considerado o [[lexico:t:termo:start|termo]] semiótica como o central em muitas [[lexico:i:investigacoes-logicas:start|investigações lógicas]] e filosóficas. semiótica designa, segundo Morris, a [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] [[lexico:g:geral:start|geral]] dos sinais.. Há [[lexico:a:acordo:start|acordo]] quase geral em subdividir a semiótica em três partes: a [[lexico:s:sintaxe:start|sintaxe]], a [[lexico:s:semantica:start|semântica]] e a [[lexico:p:pragmatica:start|pragmática]]. A sintaxe ocupa-se dos sinais [[lexico:i:independente:start|independente]] do que designam e significam. Trata-se, portanto, de um [[lexico:e:estudo:start|estudo]] das [[lexico:r:relacoes:start|relações]] dos sinais entre si. A semântica ocupa-se dos sinais na sua [[lexico:r:relacao:start|relação]] com os objetos designados. A pragmática ocupa-se dos sinais na relação com os sujeitos que os usam. Na [[lexico:l:literatura:start|literatura]] [[lexico:l:logica:start|lógica]] a é corrente considerar a semiótica como uma [[lexico:m:metalinguagem:start|metalinguagem]].. As três partes ou ramos da semiótica explicam-se pelo [[lexico:f:fato:start|fato]] das metalinguagens terem três dimensões: a sintáctica, a semântica e a pragmática. Advertiremos, no entanto, que esta [[lexico:d:divisao:start|divisão]] não é aceite por todos os lógicos. Distingue-se com frequência, entre a semiótica lógica e a semiótica não lógica; um [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]] desta última pode [[lexico:s:ser:start|ser]] a [[lexico:e:estetica:start|estética]]. Morris propõe uma divisão da semiótica em pura, ou semiótica que elabora uma [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] para [[lexico:f:falar:start|falar]] acerca dos sinais, e semiótica descritiva, ou semiótica que estuda sinais já existentes, mas tal divisão não é aceite por todos os lógicos ou semióticos. No § 3 do capítulo III de seu Cours, Sausure afirma que a [[lexico:l:lingua:start|língua]] é a [[lexico:i:instituicao:start|instituição]] humana mais importante, mas não a única. Os homens possuem outras linguagens e estas seriam [[lexico:o:objeto:start|objeto]] de "uma ciência que estuda a [[lexico:v:vida:start|vida]] dos signos no seio da vida [[lexico:s:social:start|social]]", a semiologia. A [[lexico:l:linguistica:start|Linguística]] dependeria metodologicamente desta ciência a ser criada e a [[lexico:t:tarefa:start|tarefa]] do linguista seria a de definir o que faz com que a língua seja um [[lexico:s:sistema:start|sistema]] especial dentre os conjuntos semiológicos. A semiologia não é reconhecida ainda como ciência autônoma, segundo [[lexico:s:saussure:start|Saussure]], pois a língua é mais apta para fazer [[lexico:c:compreender:start|compreender]] o [[lexico:p:problema:start|problema]] semiológico. E para se entender a língua há que estudá-la do [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista pertinente, o que não se fizera até sua época. A língua não é uma nomenclatura, como quer o [[lexico:s:senso-comum:start|senso comum]], nem o [[lexico:m:mecanismo:start|mecanismo]] do [[lexico:s:signo:start|signo]] é individual, como querem os psicólogos. Há que estudar o signo como social, pois este é o seu ser. Mas não o social como [[lexico:v:vontade:start|vontade]], pois o [[lexico:e:essencial:start|essencial]] do signo é escapar a isto: sua verdadeira "[[lexico:n:natureza:start|natureza]]" só seria dada no [[lexico:p:plano:start|plano]] do [[lexico:d:discurso:start|discurso]]. Daí Saussure concluir que "se se quer descobrir a verdadeira natureza da língua, é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] tomá-la primeiramente no que ela tem de comum com todos os outros sistemas da mesma [[lexico:o:ordem:start|ordem]]; e fatores linguísticos que aparecem como muito importantes à primeira vista (por exemplo, o funcionamento do aparelho vocal), só devem ser considerados secundariamente, se só servem para distinguir a língua dos outros sistemas. Com isto não se esclareceria somente o problema linguístico, mas pensamos que considerando os ritos, [[lexico:c:costumes:start|costumes]] etc..., como signos, estes fatos aparecerão sob outra [[lexico:l:luz:start|luz]] e se sentirá a [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] de grupá-los na semiologia e de explicá-los nelas leis desta ciência." Saussure fará assim uma reinversão em relação à linguística: esta dependerá da futura ciência a ser criada, de vez que seu objeto é da mesma ordem — quando encarado corretamente — que o da linguística: a teoria dos signos. Mas, pelo fato da língua ser o sistema mais [[lexico:c:complexo:start|complexo]] e mais usado de todos os sistemas expressivos, "a linguística pode-se tornar o padrão geral de toda semiologia, se [[lexico:b:bem:start|Bem]] que a língua seja apenas um sistema [[lexico:p:particular:start|particular]]" (Segundo as fontes manuscritas de Saussure). [[lexico:b:barthes:start|Barthes]] dirá que a "Semiologia tem por objeto qualquer sistema de signos, quaisquer que sejam seus limites: as imagens, os gestos, os sons melódicos, os objetos e o complexos destas [[lexico:s:substancias:start|substâncias]] que se encontram nos ritos, protocolos ou espetáculos constituem, senão "linguagens", ao menos sistemas de [[lexico:s:significacao:start|significação]]". E critica Saussure porque este pensava que a Linguística era apenas uma [[lexico:p:parte:start|parte]] da ciência geral dos signos, enquanto Barthes acha que os conjuntos de objetos só ascendem ao [[lexico:s:status:start|status]] de sistemas passado pelo relê da língua, que lhes recorta os significantes (sob [[lexico:f:forma:start|forma]] de nomenclaturas) e lhes nomeia os significados (sob forma de usos ou razões) . "Enfim, de um [[lexico:m:modo:start|modo]] muito mais geral, parece cada vez mais difícil conceber um sistema de imagens ou objetos cujos significados pudessem [[lexico:e:existir:start|existir]] fora da linguagem". E conclui: "A linguística não é uma parte, mesmo privilegiada, da ciência geral dos signos; é a Semiologia que é uma parte da Linguística". Apesar disto, Barthes critica o exame semiológico como cópia dos métodos linguísticos. [[lexico:l:levi-strauss:start|Lévi-Strauss]] já mostrara que a língua é sempre um sistema significativo, enquanto outros sistemas — [[lexico:a:arte:start|arte]], [[lexico:r:religiao:start|religião]], organização social, [[lexico:m:mito:start|mito]] etc. — "pretendem também significar, mas seu [[lexico:v:valor:start|valor]] de significação permanece parcial, fragmentário ou [[lexico:s:subjetivo:start|subjetivo]]". E que por isto o [[lexico:u:uso:start|uso]] [[lexico:m:mecanico:start|mecânico]] dos métodos linguísticos está sempre fadado ao fracasso. Segundo Peirce, a Semiótica ou doutrina geral dos signos se constitui em três níveis distintos: sintático, signos e suas relações com outros signos; semântico, signo e suas relações com "o [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:e:exterior:start|exterior]]" ([[lexico:d:designacao:start|designação]]) e [[lexico:p:pragmatico:start|pragmático]], signos e suas relações com os usadores. Estes três níveis se referem a regras que não dependem do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] dos usadores. As regras não são inerentes à linguagem mas sim à sua [[lexico:a:analise:start|análise]]. Já para uma certa teorização soviética contemporânea, "a semiótica é uma [[lexico:c:ciencia-nova:start|ciência nova]] que tem por objeto qualquer sistema de signos usado na [[lexico:s:sociedade:start|sociedade]] humana". Daí parte para diferenciar o [[lexico:h:homem:start|homem]] dos animais, mostrando como o sistema "se desenvolve com a maturação do [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]] (onto-gênese) e a [[lexico:e:evolucao:start|evolução]] do [[lexico:g:genero:start|gênero]] [[lexico:h:humano:start|humano]] (filogênese)". Abandonando as lições de Saussure, volta-se para problemas fisiológicos, psicológicos e especialmente neurológicos para [[lexico:e:explicar:start|explicar]] a semiologia. Estas concepções darão margem à [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]] de continuidade entre [[lexico:i:ideologia:start|ideologia]] e ciência: "A linguagem [[lexico:n:natural:start|natural]] permanece sempre a base interpretativa e a reserva para o desenvolvimento das linguagens artificiais formalizadas da ciência". Julia Kristeva mostrará, ao contrário, que é aí o [[lexico:l:lugar:start|lugar]] de construção e não do já feito da Semiologia." Já que a prática social, isto é, a [[lexico:e:economia:start|economia]], os costumes, a arte, etc, é encarada como um sistema significativo estruturado como uma linguagem, toda prática pode ser cientificamente estudada como um [[lexico:m:modelo:start|modelo]] secundário por relação à língua natural, modelada nesta língua e modelando-a". O problema essencial será o da construção da Semiologia, a produção de sua teoria e não seus resultados teóricos. Qualquer modelo científico traz implícita uma teoria, "mas a Semiologia manifesta esta teoria, ou melhor, ela não existe sem esta teoria que a constitui, quer dizer, que constitui ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] e cada vez seu objeto (portando, o nível semiológico da prática estudada) e seu [[lexico:u:utensilio:start|utensílio]] (o [[lexico:t:tipo:start|tipo]] de modelo que corresponderá a uma certa [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] semiológica designada pela teoria)". A Semiologia tem como [[lexico:f:finalidade:start|finalidade]] inicial um conhecimento e na sua realização encontrará uma teoria. Isto equivalerá a dizer que a Semiologia só pode se fazer como uma [[lexico:c:critica:start|crítica]] da Semiologia. Para Kristeva ela terá um papel muito importante de definidora das ciências e de redefinidora de seus [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] (através da introdução de uma nova [[lexico:t:terminologia:start|terminologia]]). A Semiologia se definirá pela atuação em níveis diversos e estudaria os significados como sistema onde se permitem [[lexico:e:elementos:start|elementos]] significantes. Assim situada, a Semiologia seria "a ciência das [[lexico:i:ideologias:start|ideologias]]" e também "uma ideologia das ciências". (Chaim Katz - [[lexico:d:dcc:start|DCC]]). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}