===== PSICOPATOLOGIA ===== VIDE [[lexico:p:psiquiatria|psiquiatria]] O domínio da psicopatologia se estende a [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]] [[lexico:p:psiquico|psíquico]] que se possa [[lexico:a:apreender|apreender]] em [[lexico:c:conceitos|conceitos]] de [[lexico:s:significacao|significação]] constante e com possibilidades de [[lexico:c:comunicacao|comunicação]]. Pouco importa que o mesmo fenômeno, [[lexico:o:objeto|objeto]] de [[lexico:p:percepcao|percepção]] [[lexico:e:estetica|estética]], avaliação [[lexico:e:etica|ética]] ou [[lexico:i:interesse|interesse]] [[lexico:h:historico|histórico]], seja também investigado de [[lexico:m:modo|modo]] psicopatológico. Trata-se de dois [[lexico:m:mundos|mundos]] que [[lexico:n:nada|nada]] têm a [[lexico:v:ver|ver]] um com o [[lexico:o:outro|outro]]. De resto entre habilidade e [[lexico:c:ciencia|ciência]] [[lexico:n:nao|não]] há fronteiras definidas. Ao contrário, as fronteiras da ciência sempre mais invadem o terreno da habilidade. Mas com isso a habilidade não é suprimida. Adquire antes novos horizontes. Onde, porém, é [[lexico:p:possivel|possível]] ciência, sempre a preferimos à habilidade. Sempre que puder [[lexico:s:ser|ser]] substituída pela ciência, desautorizamos a habilidade [[lexico:p:pessoal|pessoal]] [[lexico:i:intuitiva|intuitiva]], que, naturalmente, se engana muitas vezes. O objeto da psicopatologia é o fenômeno psíquico realmente [[lexico:c:consciente|consciente]]. Queremos [[lexico:s:saber|saber]] o que os homens vivenciam e como o fazem. Pretendemos conhecer a envergadura das realidades psíquicas. E não queremos investigar apenas as vivências humanas em si mas também as condições e [[lexico:c:causas|causas]] de que dependem os nexos em que se estruturam, as [[lexico:r:relacoes|relações]] em que se encontram, e os modos em que, de alguma maneira, se exteriorizam objetivamente. Mas nem todos os fenômenos psíquicos constituem nosso objeto. Apenas os "patológicos". Assim como, na medicina somática, se duvida, a [[lexico:r:respeito|respeito]] de uma [[lexico:q:questao|questão]] [[lexico:p:particular|particular]], se seu objeto é fisiológico ou [[lexico:p:patologico|patológico]], e de [[lexico:f:fato|fato]] a [[lexico:f:fisiologia|fisiologia]] e patologia dependem uma da outra, trabalham com os mesmos conceitos fundamentais e se entrelaçam mutuamente sem limites distintos, assim também a [[lexico:p:psicologia|psicologia]] e a psicopatologia não estão, em [[lexico:p:principio|princípio]], separadas. Pertencem uma à outra e aprendem mutuamente uma com a outra. Não existem limites precisos entre ambas e muitas questões são tratadas igualmente por psicólogos como por psicopatologistas. Isso se deve ao fato de o [[lexico:c:conceito|conceito]] de [[lexico:d:doenca|doença]] não ser [[lexico:u:uniforme|uniforme]]. Há vários conceitos de enfermidade e todos aqueles que, teoricamente, se pode apreender de maneira precisa, têm de admitir, quando aplicados à [[lexico:r:realidade|realidade]], casos fronteiriços e transições. Não damos nenhum [[lexico:v:valor|valor]] a um conceito preciso de enfermidade mental e, na [[lexico:e:escolha|escolha]] do material, atemo-nos sobretudo ao [[lexico:c:costume|costume]] da [[lexico:d:divisao|divisão]] de [[lexico:t:trabalho|trabalho]] até aqui em vigor. Não damos nenhuma importância quando se diz que muitas outras [[lexico:c:coisas|coisas]] também são mórbidas ou que isso ou aquilo não o é. Só na última [[lexico:p:parte|parte]] é que vamos discutir o conceito de enfermidade. Já de antemão confessamos que, muitas vezes, separamos com certa arbitrariedade o material do âmbito global da psicologia à qual a psicopatologia pertence como a fisiologia patológica pertence à fisiologia.