===== PROTAGONISTA ===== Poderíamos talvez conjeturar que também nós, homens desse lapso [[lexico:h:historico|histórico]], representaríamos em nossa [[lexico:a:acao|ação]] uma [[lexico:f:figura|figura]] prodigiosa, o [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] de um [[lexico:m:mito|mito]] que iria tomando [[lexico:c:corpo|corpo]] na construção da nossa [[lexico:v:vida|vida]] [[lexico:s:social|social]]. Assim como as inúmeras figuras humanas, animais ou vegetais que vemos distribuídas numa tapeçaria habitam somente [[lexico:e:esse|esse]] teatro imóvel e silencioso, fora do qual se desfazem como espectros, da mesma [[lexico:f:forma|forma]] poderíamos [[lexico:p:pensar|pensar]] a resolução do [[lexico:h:homem|homem]] humanístico na tapeçaria da [[lexico:r:representacao|representação]] mítico-religiosa que comanda o nosso [[lexico:d:devir|devir]]. [[lexico:h:hegel|Hegel]] mostrou fartamente como a representação que o homem, como protagonista da [[lexico:h:historia|História]], faz de [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]], advém da representação que tem da [[lexico:e:esfera|esfera]] divina. O [[lexico:s:ser|ser]] do homem é um ser [[lexico:a:adventicio|adventício]], uma forma de empréstimo, um ser ex allio. Entretanto, acredita-se uma [[lexico:f:forca|força]] autônoma, um [[lexico:e:eu|eu]], uma [[lexico:s:subjetividade|subjetividade]] em marcha, que procura afeiçoar o [[lexico:m:mundo|mundo]] aos seus reclamos. Mas justamente esse [[lexico:p:principio|princípio]] autônomo e imperialista foi-lhe imposto como condenação e [[lexico:d:destino|destino]]. [VFSTM:129-130]