===== PROBLEMA DE DEUS ===== VIDE [[lexico:o:ontologia-da-vida:start|ontologia da vida]] O [[lexico:o:outro:start|outro]] [[lexico:p:problema:start|problema]] é o [[lexico:p:problema-de-deus:start|problema de Deus]]. Vimos que a [[lexico:v:vida:start|vida]] é uma [[lexico:e:entidade:start|entidade]] [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]] primária, ou, como [[lexico:e:eu:start|eu]] digo, absoluta e autêntica. Vimos também que nela, para a [[lexico:l:logica:start|lógica]] parmenídica, há um viveiro de estruturas contraditórias. Porém essas estruturas contraditórias culminam na [[lexico:c:contradicao:start|contradição]] entre o [[lexico:s:ser-e-o-nada:start|Ser e o Nada]]. Vimos que a vida, que é, que existe, olha de través para o [[lexico:n:nada:start|nada]]. Esses dois pilares correlativos da [[lexico:e:existencia:start|existência]] total apresentam, porém, a [[lexico:p:pergunta:start|pergunta]] [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] fundamental. Em 1929, na aula inaugural de seu curso de [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] na Universidade de Friburgo (após [[lexico:t:ter:start|ter]] publicado vários anos antes seu grande livro [[lexico:s:ser-e-tempo:start|Ser e Tempo]]) [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]], nesse [[lexico:d:discurso:start|discurso]] inaugural que leva por título Que é Metafísica? terminava com esta pergunta: Por que existe o [[lexico:e:ente:start|ente]], em vez de [[lexico:n:nao:start|não]] [[lexico:e:existir:start|existir]] nada? [[lexico:q:quatro:start|Quatro]] anos antes, num [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]] jornalístico — como muitos dele — publicado em Madrid, José [[lexico:o:ortega-y-gasset:start|Ortega y Gasset]] usava como título para [[lexico:e:esse:start|esse]] trabalho esta [[lexico:f:frase:start|frase]]: [[lexico:d:deus:start|Deus]] à vista, como quando os navegantes, da proa do navio, anunciam [[lexico:t:terra:start|Terra]]. Se se põem em [[lexico:r:relacao:start|relação]] estas duas frases vê-se quão profundamente ressurge na metafísica [[lexico:a:atual:start|atual]] a velha pergunta de Deus. De [[lexico:m:modo:start|modo]] que o velho [[lexico:t:tema:start|tema]] da [[lexico:m:morte:start|morte]], que já está em [[lexico:p:platao:start|Platão]], e o velho tema de Deus, que já está em [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], ressurgem de novo na metafísica [[lexico:e:existencial:start|existencial]] da vida; mas ressurgem [[lexico:a:agora:start|agora]] com um cariz, um [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] e umas condicionalidades sensivelmente diferentes. Agora entramos, por assim dizer, na terceira navegação da filosofia. Porque nem um [[lexico:r:realismo:start|realismo]] nem um [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] exclusivista podem dar uma resposta satisfatória aos problemas fundamentais da filosofia, já que percebemos que o sublinhado pelo realismo e pelo idealismo são fragmentos de uma só entidade: aquele — o realismo — afirma o fragmento das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] que "estão em" a vida; este — o idealismo — o fragmento do eu, que também "está em" a vida. Agora queremos uma metafísica que se apoie, não nos fragmentos de um edifício, mas na plenitude de sua base: na vida mesma. Por isso digo que agora começa a terceira navegação da filosofia, de rumos apontados já pela proa dos navios, que, como diz Ortega, caminha para um continente em cujo [[lexico:h:horizonte:start|horizonte]] se desenha o alto promontório da Divindade. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}