===== PRINCÍPIO ANÍMICO ===== Para [[lexico:c:compreender|compreender]], portanto, uma [[lexico:p:proposicao|proposição]] como esta: A [[lexico:n:nacao|Nação]] Romântica é um [[lexico:p:principio-animico|Princípio Anímico]], basta associar a [[lexico:i:ideia|ideia]] de Nação às vivências do [[lexico:i:inconsciente|Inconsciente]]. A [[lexico:o:oposicao|oposição]] entre [[lexico:e:espirito|Espírito]] e [[lexico:a:alma|alma]] nasceu com o [[lexico:m:movimento|movimento]] Sturn und Drang, embora nem sempre fosse explícita, embora muitas vezes fosse confusa, e a [[lexico:p:palavra|palavra]] Espírito englobasse também, frequentemente, o [[lexico:s:significado|significado]] de Alma. Posteriormente essa [[lexico:d:distincao|distinção]] se tornou clara, vindo Ludwig [[lexico:k:klages|Klages]], em sua [[lexico:o:obra|obra]], a opor o Espírito e a Alma, como dois polos em [[lexico:l:luta|luta]]. [NOTA: Sobre os diferentes significados da palavra Espírito (Geist) e suas implicações psicológicas, vide C. G. Jung, Symbolik des Getetes, Zürich, 1948; obra escrita com a colaboração de Riwkaf Schärf, na parte referente ao significado de "Satan". Ludwig Klages, que foi um dos últimos românticos, explicitou a oposição entre Espírito e Alma, em sua obra Der Geist als Widersacher der Seele, três volumes publicados em Leipzig, de 1929 a 1932.] [[lexico:p:principio|Princípio]] anímico significa princípio [[lexico:i:irracional|irracional]] e vital; os românticos, como Herder, como [[lexico:s:schleiermacher|Schleiermacher]] e Fries sempre acreditaram no poder cognoscitivo do [[lexico:s:sentimento|sentimento]] e do pressentimento. [[lexico:f:faculdades|faculdades]] noturnas que se opõem à [[lexico:r:razao|razão]] diurna; esta oposição é o [[lexico:t:tema|tema]] [[lexico:e:essencial|essencial]] de Görres e Novalis. Se, na [[lexico:t:teoria|teoria]] da [[lexico:o:ordem|ordem]] [[lexico:s:social|social]], tomamos a palavra Espírito, [[lexico:n:nao|não]] no seu [[lexico:s:sentido|sentido]] mais amplo, e sim no sentido de [[lexico:f:faculdade|faculdade]] puramente [[lexico:r:racional|racional]], de faculdade científica e organizatória, então a Alma se lhe opõe como princípio de [[lexico:v:vida|vida]], como [[lexico:f:forca|força]] da [[lexico:s:solidariedade|solidariedade]] tribal e não da solidariedade contratualista e premeditada. O Espírito é [[lexico:r:racionalizacao|racionalização]], esquematização e [[lexico:t:tecnica|técnica]], mas a Alma são as forças cósmicas, obscuras, a [[lexico:f:fonte|fonte]] das energias irrefreáveis. A luta entre o [[lexico:r:romantismo|Romantismo]] e a [[lexico:i:ilustracao|Ilustração]] foi essa luta entre a Alma e o Espírito. Em todas as obras românticas encontramos a repercussão dessa [[lexico:a:antitese|antítese]]. Na [[lexico:s:sociologia|sociologia]], por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], a oposição entre [[lexico:c:comunidade|comunidade]] e [[lexico:s:sociedade|sociedade]], a Comunidade fundada no [[lexico:s:sangue|sangue]] e na Alma, a Sociedade na razão e no Espírito. A oposição entre [[lexico:c:cultura|cultura]] e [[lexico:c:civilizacao|Civilização]] em Oswald [[lexico:s:spengler|Spengler]] é a oposição entre Alma e Espírito. — A volta ao noturno, ao passional, ao voluntarioso, ao primordial, ao [[lexico:m:mitico|mítico]], ao pré-consciente, ao que está cheio de vida, ao princípio materno, ao [[lexico:h:historico|histórico]], ao legendário, são as motivações da [[lexico:l:literatura|literatura]] romântica. Disto decorre a [[lexico:t:tese|tese]] de que o Espírito, como razão científica, apreende o [[lexico:s:ser|ser]] falsificando-o, paralisando o fluxo [[lexico:v:vivente|vivente]], solidificando e estratificando o [[lexico:r:ritmo|ritmo]] cósmico. A verdadeira volta à [[lexico:n:natureza|natureza]] é a volta à Alma, por oposição ao Espírito. E era justo afinal que os românticos pusessem como base das doutrinas do [[lexico:v:volk|Volk]], da comunidade e da Nação, este princípio anímico: É que a [[lexico:c:crenca|crença]], a [[lexico:f:fe|fé]], a [[lexico:w:weltanschauung|Weltanschauung]], o [[lexico:m:mito|mito]], a [[lexico:m:musica|Música]], a [[lexico:p:poesia|poesia]] não são racionalmente demonstráveis. Irrompem dos arcanos do Inconsciente como Valores absolutos, como os únicos valores que realmente valem. Os valores são emocionais: Não podem ser apreendidos por nenhuma faculdade racional, mas só e unicamente pela [[lexico:i:intuicao|intuição]] anímica . Os valores podem ser imutáveis e eternos, porém o Volk, ou a [[lexico:p:personalidade|personalidade]] que os exprime, são receptáculos duma [[lexico:p:particular|particular]] captação dos Valores, isto é, duma cosmo-visão originária, que coincide, no Volk, com a sua particular missão no [[lexico:m:mundo|mundo]]. Assim os Valores, mesmo eternos, assumem características particulares em cada cosmo-visão originária.