===== PRAGMATISMO INGLÊS ===== O [[lexico:p:pragmatismo:start|pragmatismo]] desenvolveu-se na Grã-Bretanha mercê da [[lexico:i:influencia:start|influência]] de [[lexico:j:james:start|James]] e da nova [[lexico:p:psicologia:start|psicologia]] anti-associacionista professada tanto por James quanto por George Frederik Stout (1860-1944). O principal representante desta [[lexico:e:escola:start|escola]] é Ferdinand Canning Scott Schiller (1864-1937), que recebeu influencia determinante do [[lexico:l:logico:start|lógico]] Alfred Sidgwick (1850-1943), o qual insistia sem cessar na [[lexico:i:impossibilidade:start|impossibilidade]] de uma [[lexico:l:logica:start|lógica]] puramente [[lexico:f:formal:start|formal]]. O [[lexico:p:pragmatismo-ingles:start|pragmatismo inglês]] apareceu pela primeira vez em 1902, num livro intitulado Personal Idealism e publicado por oito jovens filósofos. Os colaboradores desta [[lexico:o:obra:start|obra]], Henry Sturt (1863-1946), o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] Schiller e Hastings Rashdall (1858-1924) entre outros, [[lexico:n:nao:start|não]] são todos pragmatistas, mas admitem todos o [[lexico:p:pluralismo:start|pluralismo]], pelo que se opõem ao [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] de Bradley e ao [[lexico:m:monismo:start|monismo]] de [[lexico:s:spencer:start|Spencer]]. Do mesmo [[lexico:m:modo:start|modo]] que outras muitas publicações da [[lexico:e:epoca:start|época]], Personal Idealism traduz antes a crise espiritual do século XIX do que uma nova corrente unitária. Schiller já se havia apresentado em [[lexico:p:publico:start|público]], no ano de 1891, com Riddles of the Sphinx. A study of evolution written by a Troglodyte ([[lexico:e:enigmas:start|enigmas]] da esfinge. [[lexico:e:estudo:start|estudo]] sobre a [[lexico:e:evolucao:start|evolução]], [[lexico:e:escrito:start|escrito]] por um troglodita), obra [[lexico:s:singular:start|singular]], na qual se declara a favor do pluralismo e do [[lexico:p:personalismo:start|personalismo]] e desenvolve uma doutrina, segundo a qual [[lexico:d:deus:start|Deus]] é um [[lexico:s:ser:start|ser]] [[lexico:p:pessoal:start|pessoal]] limitado. Esta obra pertence ao [[lexico:t:tempo:start|tempo]] em que Schiller não era pragmatista. Só a partir de 1903 é que ele se declara partidário do pragmatismo integral, por ele denominado [[lexico:h:humanismo:start|humanismo]]. Retoma a [[lexico:e:expressao:start|expressão]] de [[lexico:p:protagoras:start|Protágoras]]: panton krematon metron [[lexico:a:anthropos:start|anthropos]] (o [[lexico:h:homem:start|homem]] é a [[lexico:m:medida:start|medida]] de todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]]), defende os [[lexico:s:sofistas:start|sofistas]] gregos contra o [[lexico:i:intelectualismo:start|intelectualismo]] de [[lexico:p:platao:start|Platão]] e reforça até a [[lexico:f:formula:start|fórmula]] de Protágoras, declarando que o homem não é só a medida, como também o criador da [[lexico:r:realidade:start|realidade]]. Esta realidade, segundo Schiller, não é mais do que [[lexico:m:massa:start|massa]] informe e plástica; converte-se em Tat-sache (coisa-ação), em [[lexico:f:fato:start|fato]], somente pela [[lexico:a:acao:start|ação]] do homem. Pelo que, a [[lexico:q:questao:start|questão]]: que é esta realidade? não tem [[lexico:s:sentido:start|sentido]]. Só a questão: que podemos fazer dela? deve ser feita sem cessar. Sob a influência de Sidgwick, Schiller concentrou sua [[lexico:a:atencao:start|atenção]] principal na lógica. Segundo ele, a lógica não pode ser formal e abstrata: expellas hominem, lógica, tamen usque recurret (expulsa o homem, lógica; ele voltará sempre). A lógica é algo [[lexico:h:humano:start|humano]], deve servir ao homem, é um [[lexico:i:instrumento:start|instrumento]] [[lexico:c:concreto:start|concreto]] de [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]]. O [[lexico:p:principio-de-identidade:start|princípio de identidade]] é [[lexico:f:falso:start|falso]], como são falsas as demais leis lógicas, que passam por ser absolutas. O mesmo se pode dizer da [[lexico:v:verdade:start|verdade]]. Não existe verdade absoluta, mas toda verdade é humana. Schiller não afirma precisamente que toda [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] [[lexico:u:util:start|útil]] é verdadeira, mas que uma proposição deve ser útil para ser verdadeira e que uma proposição verdadeira representa um [[lexico:v:valor:start|valor]]. Portanto, a verdade não se encontra estabelecida de uma vez para sempre, senão que, pelo contrário, é [[lexico:d:dinamica:start|dinâmica]], está em constante [[lexico:d:devir:start|devir]]. Schiller concebe a verdade de uma maneira inteiramente darwinista, reduzindo-a à corrente da [[lexico:v:vida:start|vida]]; sua doutrina não é uma lógica, mas uma "biológica" do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]. Schiller não encontrou [[lexico:p:profundo:start|profundo]] [[lexico:e:eco:start|Eco]] nos círculos filosóficos ingleses; consideravam-no um admirável [[lexico:s:sofista:start|sofista]], qualificativo, de que ele próprio se orgulhava. Após sua [[lexico:m:morte:start|morte]] em 1937, nenhum discípulo continuou sua doutrina; contudo, suas obras numerosas e muito [[lexico:b:bem:start|Bem]] escritas exerceram considerável influência. Uma [[lexico:p:parte:start|parte]] das [[lexico:i:ideias:start|ideias]] hoje difundidas procede da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] de Schiller. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}