===== POSITIVISMO MORAL ===== Segundo o [[lexico:p:positivismo-moral|positivismo moral]], os valores éticos fundamentam-se na [[lexico:c:cultura|cultura]] e na [[lexico:e:evolucao|evolução]] desta, no [[lexico:p:povo|povo]] e em outras [[lexico:c:coisas|coisas]] idênticas. Donde, a [[lexico:b:bondade|bondade]] [[lexico:m:moral|moral]] ou o [[lexico:v:valor|valor]] das humanas [[lexico:a:acoes|ações]] [[lexico:n:nao|não]] está ligado, de maneira necessariamente [[lexico:n:natural|natural]] e imutável, à [[lexico:e:essencia|essência]] da [[lexico:p:pessoa|pessoa]] humana, mas encontra-se [[lexico:s:sujeito|sujeito]] a todas as oscilações possíveis. Consequentemente, a [[lexico:l:lei-moral|lei moral]] não é invariável, como não o são os juízos éticos de valor que se refletem no [[lexico:e:espirito|espírito]] do [[lexico:h:homem|homem]] e das culturas ([[lexico:r:relativismo|relativismo]] moral). A [[lexico:p:prova|prova]] basilar em abono do [[lexico:p:positivismo|positivismo]] moral é o [[lexico:t:testemunho|testemunho]] da [[lexico:h:historia|história]]. Cada povo e cada cultura [[lexico:f:forma|forma]] seus próprios juízos valorativos morais muito opostos entre si. O que num [[lexico:t:tempo|tempo]] era lícito, outra [[lexico:g:geracao|geração]] posterior o considera moralmente inferior e [[lexico:a:acaso|acaso]] até uma atrocidade. [[lexico:a:alem|Além]] disso, tem aqui aplicação o [[lexico:a:axioma|axioma]] da evolução: não há moral perfeita, acabada, caída do [[lexico:c:ceu|céu]], por assim dizer. A moral determinável pela [[lexico:e:experiencia|experiência]] ([[lexico:e:empirismo|empirismo]] moral) desenvolveu-se a partir de formas primitivas, animais, como, p. ex., a [[lexico:l:linguagem|linguagem]] e outros conteúdos da cultura humana ([[lexico:e:evolucionismo|evolucionismo]] moral). O positivismo moral teológico de um [[lexico:o:occam|Occam]] e de outros não deduz de uma [[lexico:i:ideia|ideia]] imutável de [[lexico:h:humanidade|humanidade]] o valor ético, mas sim da [[lexico:v:vontade-de-deus|vontade de Deus]], o qual numa [[lexico:o:ordem|ordem]] [[lexico:u:universal|universal]] diferente poderia, p. ex., permitir a [[lexico:m:mentira|mentira]]. — [[lexico:c:critica|Crítica]]: Nunca se pode chegar a definir o [[lexico:b:bem|Bem]] e o [[lexico:m:mal|mal]] só pela experiência, porque esta diz unicamente [[lexico:o:o-que-e|o que é]], e nunca o que deve [[lexico:s:ser|ser]]. O [[lexico:j:juizo|juízo]] ético valorativo pré-científico e o [[lexico:r:reconhecimento|reconhecimento]] da [[lexico:l:lei|lei]] moral baseiam-se num [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] supra-empírico, metafísico: a concepção da [[lexico:p:personalidade|personalidade]] espiritual do homem como [[lexico:e:expressao|expressão]] de uma ideia eterna. O testemunho da [[lexico:e:etnologia|etnologia]] demonstra a concordância de todos os povos nas exigências fundamentais da lei moral. Os extravios relativamente aos preceitos dela derivados explicam-se pela falsa aplicação dos axiomas morais supremos. Há também uma [[lexico:m:mudanca|mudança]] justificada em exigências morais de [[lexico:c:carater|caráter]] mais especial, p. ex., na concepção do [[lexico:m:modo|modo]] de vestir, nas chamadas normas de bom-tom, etc. — Contra Occam importa dizer que a [[lexico:v:vontade|vontade]] de [[lexico:d:deus|Deus]] não é cega arbitrariedade, senão que se identifica com a [[lexico:s:sabedoria|sabedoria]] de sua essência santa e imutável. — Schuster.