===== POPPER ===== Popper, Karl (1902-1994) Um dos mais influentes filósofos da [[lexico:c:ciencia|ciência]] contemporânea, Karl Popper nasceu e estudou em Viena, exilando-se, após a ascensão do nazismo, na Nova Zelândia, de onde transferiu-se para a Inglaterra onde passou a [[lexico:v:viver|viver]]. Foi professor na London School df Economics da Universidade de Londres (1949), onde criou um importante centro de investigações em [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] da ciência. Inicialmente influenciado pela filosofia do [[lexico:c:circulo-de-viena|Círculo de Viena]], Popper desenvolveu, no entanto, uma concepção própria da [[lexico:l:logica|lógica]] e da [[lexico:m:metodologia|metodologia]] da ciência. Sua principal contribuição consiste na formulação da [[lexico:n:nocao|noção]] de falsificabilidade como [[lexico:c:criterio|critério]] fundamental para a caracterização das teorias científicas, tentando assim [[lexico:s:superar|superar]] o [[lexico:p:problema|problema]] da [[lexico:i:impossibilidade|impossibilidade]] da [[lexico:v:verificacao|verificação]] definitiva de uma [[lexico:h:hipotese|hipótese]] através do [[lexico:m:metodo|método]] indutivo encontrado na ciência. Assim, para Pop-per, é a [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de falsificar uma hipótese científica que permite a correção e o [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] das teorias científicas, e em última [[lexico:a:analise|análise]] o [[lexico:p:progresso|progresso]] da ciência, embora nenhuma [[lexico:t:teoria|teoria]] possa jamais [[lexico:s:ser|ser]] fundamentada de [[lexico:f:forma|forma]] conclusiva. O [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] é portanto essencialmente conjetural, sendo [[lexico:i:impossivel|impossível]] a [[lexico:c:certeza|certeza]] definitiva. E [[lexico:n:necessario|necessário]] por isso defender a [[lexico:l:liberdade|liberdade]] de [[lexico:c:critica|crítica]] e de [[lexico:e:experimentacao|experimentação]]. Na [[lexico:p:politica|política]] e nas [[lexico:c:ciencias-sociais|ciências sociais]], Popper defende o [[lexico:l:liberalismo|liberalismo]] e o [[lexico:i:individualismo|individualismo]], criticando o [[lexico:h:historicismo|historicismo]]. Suas principais obras são: A lógica da [[lexico:p:pesquisa|pesquisa]] científica (1935), A [[lexico:s:sociedade|sociedade]] aber-ta e seus inimigos (1945), A [[lexico:p:pobreza|pobreza]] do historicismo (1957), Conjeturas e refutações (1963). [[lexico:c:conhecimento-objetivo|conhecimento objetivo]] (1972), Autobiografia intelectual (1976) e O [[lexico:e:eu|eu]] e seu cérebro (1977), em colaboração com J. Eccles.