===== PONOS ===== pónos: [[lexico:d:dor|dor]], [[lexico:t:trabalho|trabalho]] [[lexico:v:ver|ver]] [[lexico:a:aisthesis|aisthesis]], [[lexico:a:apatheia|apatheia]], [[lexico:h:hedone|hedone]]. Nas regras monásticas, principalmente na ora et labora de Bento, o trabalho é recomendado como [[lexico:m:modo|modo]] de combater as tentações de um [[lexico:c:corpo|corpo]] ocioso (cf. cap. 48 da [[lexico:r:regra|regra]]). Na chamada regra de [[lexico:a:agostinho|Agostinho]] (Epistolae 211), o trabalho é considerado uma [[lexico:l:lei|lei]] da [[lexico:n:natureza|natureza]], e [[lexico:n:nao|não]] [[lexico:p:punicao|punição]] ao [[lexico:p:pecado|pecado]]. Agostinho recomenda o trabalho manual – emprega as [[lexico:p:palavras|palavras]] opera e [[lexico:l:labor|labor]] como [[lexico:s:sinonimos|sinônimos]], em [[lexico:o:oposicao|oposição]] a otium – por três [[lexico:m:motivos|motivos]]: ajuda a combater as tentações da ociosidade; ajuda os monastérios a cumprir seu [[lexico:d:dever|dever]] de [[lexico:c:caridade|caridade]] para com os pobres; e favorece a [[lexico:c:contemplacao|contemplação]] por não ocupar indevidamente o [[lexico:e:espirito|espírito]] como o fazem outras ocupações, como a compra e a venda de mercadorias. Quanto ao papel do trabalho dos monastérios, [[lexico:c:comparar|comparar]] com Étienne Delaruelle, “Le travail dans les règles monastiques occidentales du 4e au 9e siècle”, Journal de psychologie normale et pathologique, v. XLI, n. 1 (1948). À [[lexico:p:parte|parte]] essas considerações formais, é bastante [[lexico:t:tipico|típico]] que os Solitários de [[lexico:p:port-royal|Port-Royal]], ao procurarem um [[lexico:i:instrumento|instrumento]] de punição realmente eficaz, tenham pensado imediatamente no trabalho (cf. Lucien Fèbre, “Travail: évolution d’un mot et d’une idée”, Journal de psychologie normale et pathologique, v. XLI, n. 1 ). [ArendtCH:C44 Nota]