===== PERSPECTIVA ===== (in. Prospect; fr. Perspective; al. Perspektive; it. Prospettivá). [[lexico:a:antecipacao|Antecipação]] do [[lexico:f:futuro|futuro]]: [[lexico:p:projeto|projeto]], [[lexico:e:esperanca|esperança]], [[lexico:i:ideal|ideal]], [[lexico:i:ilusao|ilusão]], [[lexico:u:utopia|utopia]], etc. [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:termo|termo]] expressa o mesmo [[lexico:c:conceito|conceito]] [[lexico:d:designado|designado]] por [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] , mas de um [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista mais genérico e menos compromissado, visto que podem [[lexico:s:ser|ser]] perspectivas [[lexico:c:coisas|coisas]] que [[lexico:n:nao|não]] têm [[lexico:c:consistencia|consistência]] suficiente para serem possibilidades autênticas. Na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] contemporânea, esse. termo foi empregado especialmente por [[lexico:o:ortega-y-gasset|Ortega y Gasset]], [[lexico:b:blondel|Blondel]] e Mannheim, mas sem clara formulação conceitual. Por [[lexico:p:perspectivismo|perspectivismo]] (al. Perspektivismus) [[lexico:n:nietzsche|Nietzsche]] entendeu a [[lexico:c:condicao|condição]] em [[lexico:v:virtude|virtude]] da qual "cada centro de [[lexico:f:forca|força]] — e não só o [[lexico:h:homem|homem]] — constrói [[lexico:t:todo|todo]] o resto do [[lexico:u:universo|universo]] partindo de [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]], ou seja, atribuindo ao universo dimensões, [[lexico:f:forma|forma]] e [[lexico:m:modelo|modelo]] proporcionais à sua própria força" ( Werke, ed. Kröner, XVI, § 636). Esse termo às vezes foi usado para designar a filosofia de Ortega y Gasset. 34. De [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:g:geral|geral]], já nos referimos à dramaturgia gnosiológica. Dir-se-ia que, ao falarem, os outros, de «mudanças de perspectiva», nas quais e pelas quais o [[lexico:m:mundo|mundo]] se nos apresenta com aspectos diferentes, é uma desatenta [[lexico:v:visao|visão]] do que realmente acontece, uma [[lexico:i:interpretacao|interpretação]] tangencial à curva retorsa do que verdadeiramente acontece, em se tratando de [[lexico:r:representacao|representação]] de dramas diferentes. Porque «mudanças de perspectiva» afetam o «[[lexico:a:arranjo|arranjo]] das coisas», só pelo lado de fora. Dramas, pelo contrário, chegam a ponto de transmutá-las, de dentro para fora, e como o «fora» e o «dentro» um a [[lexico:o:outro|outro]] se conformam, não há maneira de fugir à [[lexico:c:conviccao|convicção]] de que [[lexico:r:representar|representar]] outro [[lexico:d:drama|drama]] afeta, não apenas o arranjo, em que o mundo permanece o mesmo, mas também a [[lexico:e:estrutura|estrutura]] das coisas, o [[lexico:e:eidos|eidos]] dos entes intramundanos, e, enfim, de que duas representações dramáticas diferentes dão [[lexico:o:origem|origem]] a [[lexico:m:mundos|mundos]] diferentes, com homens diferentes e [[lexico:d:deuses|deuses]] diferentes; dão origem a [[lexico:s:simbolos|símbolos]], cada um, diversa triangulação de homens, mundos e deuses. De símbolos tais se constitui a [[lexico:t:trans-objetividade|trans-objetividade]]. E a [[lexico:r:razao|razão]] mais próxima de assim enunciarmos a [[lexico:n:natureza|natureza]] do [[lexico:s:simbolo|símbolo]] é que nele não mais se encontram as coisas separadas do respectivo ser-origem, o [[lexico:d:deus|Deus]] que está no vértice do [[lexico:t:triangulo|triângulo]]. Outra, mais distante, mas não menos sugestiva, é que esse «ser-origem» das coisas (que só o eram, na [[lexico:o:objetividade|objetividade]]) aponta, [[lexico:a:alem|além]] do [[lexico:u:ultimo|último]] limite-liminar; além do [[lexico:h:horizonte|horizonte]] [[lexico:e:extremo|extremo]], para o Ser-Origem de todos aqueles «seres-origens» das coisas que se nos deparam como «só coisas», aquém do primeiro limite-liminar, do primeiro horizonte, aquele que circunda toda a «objetividade coisística». [EudoroMito:122]