===== MORTAIS ===== A [[lexico:t:tarefa|tarefa]] e a [[lexico:g:grandeza|grandeza]] potencial dos mortais residem em sua [[lexico:c:capacidade|capacidade]] de produzir [[lexico:c:coisas|coisas]] – obras, feitos e [[lexico:p:palavras|palavras]] – que mereceriam [[lexico:e:estar|estar]] e, pelo menos até certo [[lexico:p:ponto|ponto]], estão confortáveis na [[lexico:e:eternidade|Eternidade]], de [[lexico:s:sorte|sorte]] que por [[lexico:m:meio|meio]] delas os mortais pudessem encontrar o seu [[lexico:l:lugar|lugar]] em um [[lexico:c:cosmo|cosmo]] onde tudo é imortal exceto eles próprios. Por sua capacidade de realizar feitos imortais, por poderem deixar atrás de si vestígios imorredouros, os homens, a despeito de sua mortalidade individual, atingem a [[lexico:i:imortalidade|imortalidade]] que lhes é própria e demonstram sua [[lexico:n:natureza|natureza]] “divina” A [[lexico:d:diferenca|diferença]] entre o [[lexico:h:homem|homem]] e o [[lexico:a:animal|animal]] aplica-se à própria [[lexico:e:especie|espécie]] humana: só os melhores (os aristoi), que constantemente provam serem os melhores (aristeuein, [[lexico:v:verbo|verbo]] que [[lexico:n:nao|não]] tem equivalente em nenhuma outra [[lexico:l:lingua|língua]]) e que “preferem a fama imortal às coisas mortais” são realmente humanos; os outros, satisfeitos com os prazeres que a natureza lhes oferece, vivem e morrem como animais. Essa era ainda a [[lexico:o:opiniao|opinião]] de [[lexico:h:heraclito|Heráclito]] [Heráclito, fragm. B29 (Diels, Fragmente der Vorsokratiker [4. ed., 1922])], opinião da qual dificilmente se encontra equivalente em qualquer [[lexico:f:filosofo|filósofo]] depois de [[lexico:s:socrates|Sócrates]]. [ArendtCH, 3]