===== LYOTARD ===== Lyotard, Jean-François (1924-1998) Na [[lexico:e:epoca|época]] da [[lexico:i:informatica|informática]] e da telemática em que se desintegram os grandes blocos do [[lexico:s:saber|saber]] (literário e científico), o [[lexico:f:filosofo|filósofo]] francês Lyotard se interroga sobre a [[lexico:a:ausencia|ausência]] de crenças do [[lexico:m:mundo|mundo]] contemporâneo, que ele denomina "pós-moderno": "Nas sociedades pós-modernas, o que [[lexico:f:falta|falta]] é a legitimação do [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] e do justo." Após estudar as [[lexico:r:relacoes|relações]] da [[lexico:a:arte|arte]] com o [[lexico:i:inconsciente|Inconsciente]] (Discours-figure, 1969), publica um Livro bastante [[lexico:p:polemico|polêmico]], L’économie libidinale (1975), no qual vincula a [[lexico:e:economia-politica|economia política]] ao [[lexico:d:desejo|desejo]], a [[lexico:t:teoria|teoria]] ao gozo e a arte às intensividades afetivas. Em La condition postmoderne e em Au juste (ambos de 1979), analisa a explosão da informática, da [[lexico:c:cibernetica|cibernética]] e dos bancos de dados. Convencido de que a aquisição e a exploração de nossos conhecimentos se modificaram em profundidade, declara que, depois da [[lexico:r:revolucao|revolução]] industrial e depois da circulação das imagens e dos sons, é a aceleração vertiginosa dos saberes que modifica nossa [[lexico:a:atual|atual]] [[lexico:v:vida|vida]] cotidiana. Seus livros mais recentes são: L’assassinat de l’expérience par la peinture (1984), Le différend (1984). Escreveu um livreto sintetizando a [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]], de onde retiramos algumas entradas; traduzido em português: A Fenomenologia, trad. Mary Amazonas Leite de Barros.