===== LIBIDO ===== libido (pal. lat. que signif. [[lexico:d:desejo|desejo]]), [[lexico:e:energia|energia]] vital que está na [[lexico:o:origem|origem]] do [[lexico:g:gosto|gosto]] de [[lexico:v:viver|viver]] em [[lexico:g:geral|geral]] e de todas as manifestações positivas da [[lexico:v:vida|vida]]: vida sexual, obras de [[lexico:a:arte|arte]], todas as formas de [[lexico:c:criacao|criação]]. — Para [[lexico:f:freud|Freud]], a libido estava quase que unicamente ligada às manifestações da vida sexual, cujo "refluxo" podia suscitar "desvios", "sublimações" e até mesmo perturbações da [[lexico:p:personalidade|personalidade]]; era o [[lexico:p:principio|princípio]] fundamental a partir do qual preconizava a [[lexico:e:explicacao|explicação]] dos sonhos e de todas as formas de [[lexico:e:expressao|expressão]] do [[lexico:i:inconsciente|Inconsciente]]. Para os psiquiatras modernos, a libido designa a completa pujança de vida, princípio de qualquer explicação de nossos atos, normais ou mórbidos. A libido é, em última [[lexico:a:analise|análise]], o [[lexico:i:instinto|instinto]] da vida, o que explica todas as condutas ativas (criações, [[lexico:e:espirito|espírito]] de realização, instinto de conservação). Opõe-se ao "instinto de [[lexico:m:morte|morte]]", a [[lexico:t:tendencia|tendência]] a persistir em seu [[lexico:s:ser|ser]]. [[lexico:t:termo|termo]] que, em Freud e nos psicanalistas, serviu para designar a tendência sexual em sua [[lexico:f:forma|forma]] mais geral e indeterminada. Freud diz: "Análoga à fome em geral, a libido designa a [[lexico:f:forca|força]] com que o instinto sexual se manifesta, assim como a fome designa a força com que se manifesta o instinto de [[lexico:a:absorcao|absorção]] de alimentos" (Einführung in die Psychoanalyse, cap. 21; trad. fr, p. 336). Nesse [[lexico:s:sentido|sentido]], as primeiras manifestações da libido ligam-se a outras funções vitais: no lactente, p. ex., o [[lexico:a:ato|ato]] de sugar provoca um [[lexico:p:prazer|prazer]] diferente do prazer provocado pela absorção do alimento, e [[lexico:e:esse|esse]] prazer passa a ser buscado por [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]]. Freud afirma que a zona buco-labial é "erógena" e considera que o prazer propiciado pelo ato de sugar é sexual. Nesse sentido, a libido pode [[lexico:n:nada|nada]] [[lexico:t:ter|ter]] em comum com a [[lexico:e:esfera|esfera]] genital. Por isso, Freud acha que nada se ganha ao chamar a libido de instinto, como fez [[lexico:j:jung|Jung]] (Ibid., pp. 442 ss.; cf. C. G. Jung, Wandlungen und Symbole der Libido, 1925).