===== LAICIDADE ===== [[lexico:q:qualidade|qualidade]] do que [[lexico:n:nao|não]] é eclesiástico nem [[lexico:r:religioso|religioso]]. — O [[lexico:p:principio|princípio]] da laicidade é a [[lexico:s:separacao|separação]] entre o poder espiritual e o poder [[lexico:t:temporal|temporal]] ([[lexico:p:politico|político]] ou administrativo), e principalmente a exclusão das Igrejas da organização do ensino. A profundidade do poder espiritual ressalta mais ainda quando o [[lexico:e:espirito|espírito]] subordina-se livremente a [[lexico:e:esse|esse]] poder. O princípio da laicidade do ensino, que fora restabelecido na França por Jules Ferry, foi novamente posto em [[lexico:q:questao|questão]] pela [[lexico:l:lei|lei]] francesa de 31 de dezembro de 1959, instituída por um [[lexico:g:governo|governo]] que concede o apoio do [[lexico:e:estado|Estado]] a certos estabelecimentos privados religiosos. Essa iniciativa, que rompe com o princípio da [[lexico:l:liberdade|liberdade]] do ensino, justifica-se, do [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista econômico, pelo grande [[lexico:n:numero|número]] de alunos e o pequeno número das escolas e dos mestres. A [[lexico:m:medida|medida]] se inscreve assim num programa de planificação escolar que visa fazer os alunos se beneficiarem dos locais e dos professores existentes. Entretanto, o contrato entre as escolas privadas e o governo exigiria uma [[lexico:r:reciprocidade|reciprocidade]] que não existe: o Estado subvenciona essas escolas, que continuam conservando seu "ensino [[lexico:p:proprio|próprio]]". Trata-se assim, na [[lexico:r:realidade|realidade]], mais de um programa político retrógrado do que de um programa econômico de vanguarda. O princípio da liberdade do ensino requer que os alunos possam escolher livremente seus próprios valores, ao [[lexico:t:termo|termo]] de uma [[lexico:c:cultura|cultura]] humanista que tira ela própria sua [[lexico:a:autoridade|autoridade]] espiritual por elevar-se precisamente acima de partis pris políticos ou religiosos.