===== INTENSÃO ===== (in. Intension and extension; fr. Intension et extension; al. Sinn und Bedeutung; it. Intensione e estensioné). Este par de termos foi introduzido por [[lexico:l:leibniz|Leibniz]], para expressar a [[lexico:d:distincao|distinção]] que a [[lexico:l:logica|lógica]] de [[lexico:p:port-royal|Port-Royal]] expressara com o par compreensão-extensão e a lógica de [[lexico:s:stuart-mill|Stuart Mill]] expressara com o par conotação-denotação. Leibniz diz.- "[[lexico:a:animal|animal]] compreende mais indivíduos que [[lexico:h:homem|homem]], mas homem compreende mais [[lexico:i:ideias|ideias]] e mais formas; um tem mais exemplos, o [[lexico:o:outro|outro]] mais graus de [[lexico:r:realidade|realidade]]; um tem mais [[lexico:e:extensao|extensão]], o outro tem mais intensão" (Nouv. ess., IV, 17, § 9). O emprego destes dois termos foi adotado por Hamilton: "A [[lexico:q:quantidade|quantidade]] interna de uma [[lexico:n:nocao|noção]], sua intensão ou [[lexico:c:compreensao|compreensão]], é constituída por diferentes atributos cuja [[lexico:s:soma|soma]] é o [[lexico:c:conceito|conceito]], no [[lexico:s:sentido|sentido]] de que este reúne os vários [[lexico:c:caracteres|caracteres]] conexos num [[lexico:t:todo|todo]] pensado. A quantidade externa de uma noção, ou a sua extensão, é constituída pelo [[lexico:n:numero|número]] de objetos que são pensados mediatamente através do conceito" (Lectures on Logic, 2a ed., 1866, 1, p. 142). O [[lexico:u:uso|uso]] desses dois termos ainda prevalece na lógica contemporânea, que os associou à distinção estabelecida por Frege entre sentido e [[lexico:s:significado|significado]]. Frege disse: "Ao pensarmos num [[lexico:s:signo|signo]], deveremos ligar a ele duas [[lexico:c:coisas|coisas]] distintas: [[lexico:n:nao|não]] só o [[lexico:o:objeto|objeto]] [[lexico:d:designado|designado]], que será denominado significado daquele signo, mas também o sentido ao signo, que denota a maneira como [[lexico:e:esse|esse]] objeto nos é [[lexico:d:dado|dado]]" ("Über Sinn und Bedeutung", 1892, § 1, trad. it., em [[lexico:a:aritmetica|Aritmética]] e lógica, p. 218). Obviamente, o objeto é a extensão; o sentido é a intensão. Essa distinção é repetida ou pressuposta por quase toda a lógica contemporânea. A intensão de um [[lexico:t:termo|termo]] é definida por Lewis como "a conjunção de todos os outros termos, cada um dos quais deve [[lexico:s:ser|ser]] aplicável àquilo a que o termo é corretamente aplicável". Nesse sentido, a intensão (ou [[lexico:c:conotacao|conotação]]) é delimitada por toda [[lexico:d:definicao|definição]] correta do termo e representa a [[lexico:i:intencao|intenção]] de [[lexico:q:quem|quem]] o emprega, por isso o significado primeiro de "significado". A extensão ou [[lexico:d:denotacao|denotação]] de um termo, porém, é a [[lexico:c:classe|classe]] das [[lexico:c:coisas-reais|coisas reais]] às quais o termo se aplica (Lewis, Analysis of Knowledge and Valuation, 1950, p. 39-41). As mesmas determinações são feitas por Quine: a intensão é o significado; a extensão é a classe das entidades às quais o termo pode ser atribuído com [[lexico:v:verdade|verdade]] (From a Logical Point of View, II, 1). Analogamente são usados os adjetivos [[lexico:i:intensional|intensional]] e [[lexico:e:extensional|extensional]], este [[lexico:u:ultimo|último]] é aplicado a pontos de vista que tomam em consideração a denotação das proposições, sem levar em conta, sempre que [[lexico:p:possivel|possível]], seus significados intensionais. Por outro lado, o [[lexico:a:adjetivo|adjetivo]] intensional, sobretudo se aplicado ao [[lexico:c:calculo|cálculo]] das proposições ou das funções proposicionais, significa que se toma em consideração a [[lexico:m:modalidade|modalidade]] das proposições, que não são levadas em conta pela consideração extensional, que se limita a examinar as funções de verdade das próprias proposições (Carnap, Logical Syntax of Language, § 67; [[lexico:r:russell|Russell]], Inquiry into Meaning and Truth, 1940, cap. 19) (v. [[lexico:t:tese|tese]] da estensionalidade).