===== HIPARCO ===== Ίππαρχος, Hipparkhos Também conhecido como "O [[lexico:h:homem|homem]] ávido de ganhar", neste [[lexico:d:dialogo|diálogo]] [[lexico:s:socrates|Sócrates]] e um [[lexico:i:interlocutor|interlocutor]] anônimo, que [[lexico:b:bem|Bem]] poderia [[lexico:s:ser|ser]] um discípulo, buscam definir [[lexico:o:o-que-e|o que é]] o homem ávido, e sua [[lexico:d:discussao|discussão]] só é interrompida por uma [[lexico:a:apologia|apologia]] de Hiparco, [[lexico:f:filho|filho]] cadete de Pisistrato, que foi tirano de Atenas no século VI. [[lexico:q:quatro|Quatro]] definições são propostas pelo interlocutor: 1) O homem ávido é aquele que estima poder tirar [[lexico:v:vantagem|vantagem]] de [[lexico:c:coisas|coisas]] que [[lexico:n:nao|não]] são [[lexico:n:nada|nada]] estimáveis. Mas se tal é o caso, teríamos um maioria de imbecis, e ninguém seria ávido. 2) Deve-se atenuar esta [[lexico:d:definicao|definição]] primeira dizendo que o homem ávido que tirar vantagem de coisas que pensa que têm muito [[lexico:v:valor|valor]], quando não têm. Ora se a [[lexico:p:perda|perda]] é considerada como um [[lexico:m:mal|mal]], o ganho deve ser tido por um bem, e neste caso todos os homens são ávidos, uma [[lexico:c:consequencia|consequência]] que contradiz a primeira definição. 3) Para sair do impasse, uma terceira definição é proposta: o homem ávido é aquele que imagina poder tirar vantagem de coisas cujas pessoas honestas não buscam tirar. Mas esta definição não é melhor que a precedente, pois todos os homens, sejam honestos ou não, buscariam o bem. É então que o interlocutor desorientado acusa Sócrates de querer enganá-lo. Este protesta sustentando que sempre obedeceu a injunção de Hiparco: "Não engane teu amigo". 4) Retomada a discussão sobre outras bases, o interlocutor propõe nova definição que considera uma vantagem toda [[lexico:p:posse|posse]] que se adquire não se dispendendo nada ou dispensando menos para receber mais. Mas neste contexto, como toda vantagem é um bem, volta-se ao [[lexico:d:dito|dito]] anteriormente. [[lexico:a:alem|Além]] do mais, esta definição da vantagem deve fazer intervir não somente a [[lexico:q:quantidade|quantidade]], mas também o valor. E o que tem valor é [[lexico:u:util|útil]], logo um bem. E posto que todos os homens, honestos ou não, amam o ganho, deve-se concluir que todos os homens são ávidos. A autenticidade deste [[lexico:d:dialogos|diálogos]] como sendo de [[lexico:p:platao|Platão]] é posta em [[lexico:d:duvida|dúvida]] pelo seguinte: na [[lexico:r:republica|República]] e nas Leis, a ganância é denunciada por Platão; na [[lexico:e:epoca|época]] de Platão, os assassinos de Hiparco eram considerados como heróis, defensores da democracia; além do mais, a [[lexico:t:tecnica|técnica]] de discussão, que não chega a nenhuma conclusão positiva, se aparenta às práticas em [[lexico:u:uso|uso]] na Nova [[lexico:a:academia|Academia]]. (Brisson, Platon, oeuvres complètes) [[lexico:e:estrutura|estrutura]] dada por Léon Robin à versão francesa da [[lexico:o:obra|obra]] completa de Platão: Platon : Oeuvres complètes, tome 2 - Primeira tentativa de definição - Segunda tentativa - Terceira tentativa - Digressão sobre Hiparco - Retomada do assunto - Quarta tentativa de definição - Epílogo