===== HEURÍSTICA ===== [[lexico:p:palavra|palavra]] [[lexico:m:moderna|moderna]] originada do [[lexico:v:verbo|verbo]] [[lexico:g:grego|grego]] heurisko = acho: [[lexico:p:pesquisa|pesquisa]] ou [[lexico:a:arte|arte]] de pesquisa. Diferente de [[lexico:e:eristica|erística]]. Heurística é a arte de resolver problemas. [[lexico:n:nao|Não]] é uma "[[lexico:c:ciencia|ciência]]" no [[lexico:s:sentido|sentido]] usual da palavra, pois não há regras definidas que nos levem, diante de um [[lexico:p:problema|problema]], a [[lexico:s:saber|saber]] solucioná-lo. Mas a heurística acha que resolver problemas é uma "arte", ou uma "[[lexico:t:tecnica|técnica]]": assim como um garoto, se treinando diariamente durante sete ou oito anos a tocar violino, vai [[lexico:s:ser|ser]] um violinista mais ou menos competente (embora possivelmente não um intérprete brilhante), a heurística pressupõe que, treinando-se um [[lexico:i:individuo|indivíduo]] à solução de problemas — especificamente, problemas que possam [[lexico:t:ter|ter]] formulação [[lexico:m:matematica|matemática]], ele será capaz de resolvê-los, mesmo se "complicados" ou "difíceis", e sem a ajuda de nenhum [[lexico:t:talento|talento]] especial. Esta concepção de uma certa [[lexico:e:especie|espécie]] de criatividade como resultando de um treino [[lexico:c:continuo|contínuo]] pode nos surpreender, mas é preciso que lembremos, por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], como Ludwig van Beethoven foi desde cedo educado por seu pai para "ser um novo Mozart". O matemático Hermann Weyl, que colaborou no [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] da [[lexico:t:teoria-da-relatividade|teoria da relatividade]] e da [[lexico:m:mecanica|mecânica]] quântica, sugere no seu livro [[lexico:e:espaco|Espaço]], [[lexico:t:tempo|tempo]], [[lexico:m:materia|Matéria]] como o [[lexico:p:proprio|próprio]] domínio da matemática resulta não de uma [[lexico:i:intuicao|intuição]] especial, mas sim de muito treino e [[lexico:t:trabalho|trabalho]] "braçal" sobre o algebrismo. O desenvolvimento da heurística acompanhou o desenvolvimento da pesquisa operacional. Assim como esta [[lexico:d:disciplina|disciplina]], premida pela urgência do [[lexico:e:esforco|esforço]] de [[lexico:g:guerra|guerra]], procurava’ atalhos não-ortodoxos para a solução’ de problemas envolvendo organizações [[lexico:e:economica|econômica]] e sociais, a heurística também procurou se desenvolver ao longo da mesma [[lexico:t:tendencia|tendência]] "não-ortodoxa". Na sua [[lexico:e:exposicao|exposição]] mais [[lexico:s:simples|simples]] e mais famosa o livro de G. Pólya, How to Solve it, há uma coleção de "técnicas" e "regras práticas" mostrando os tipos mais comuns de operações mentais características da resolução de um problema. As [[lexico:i:ideias|ideias]] de Pólya parecem girar em torno da [[lexico:r:regra|regra]] "preste [[lexico:a:atencao|atenção]] à incógnita!" "veja onde você quer chegar!". Esta regra é uma espécie de [[lexico:e:extensao|extensão]] da técnica muito utilizada em [[lexico:g:geometria|geometria]] e em alguns problemas de [[lexico:a:algebra|álgebra]], onde supõe-se resolvido o problema e procura-se fazer o [[lexico:c:caminho|caminho]] "para trás". Muitos trabalhos foram e vem sendo dedicados à criatividade matemática e, em especial, à heurística; entre eles destacam-se os livros de Jacques Hadamard, Max Wertheimer e, mais recentemente, o trabalho de Arthur Koestler. A heurística costuma ser enfatizada como um [[lexico:m:metodo|método]] de solução de problemas "em [[lexico:g:grupo|grupo]]"; como tal, sua aplicação mais difundida se acha nas técnicas de administração e controle de organizações, e na utilização, mensuração e regulagem do funcionamento de grupos sociais, em auxílio às técnicas da pesquisa operacional. (Francisco Doria - [[lexico:d:dcc|DCC]]).