===== GUERAULT ===== GUEROULT (Martial), [[lexico:f:filosofo|filósofo]] francês e historiador da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] (Havre, 1891). Foi professor na [[lexico:f:faculdade|faculdade]] de Estrasburgo (1929-1945), na [[lexico:s:sorbonne|Sorbonne]] (1945-1951) e no Colégio de França (1951-1962). Seus trabalhos sobre a filosofia de [[lexico:f:fichte|Fichte]] (A. [[lexico:e:evolucao|evolução]] e a [[lexico:e:estrutura|estrutura]] da doutrina fichteniana da [[lexico:c:ciencia|ciência]], 1930, sobre A filosofia [[lexico:t:transcendental|transcendental]] de Salomão Maimon (1930), sobre [[lexico:l:leibniz|Leibniz]] ([[lexico:d:dinamica|Dinâmica]] e [[lexico:m:metafisica|metafísica]] leibnizianas, 1934), e, mais recentemente, sobre [[lexico:d:descartes|Descartes]] segundo a [[lexico:o:ordem|ordem]] das razões (1953), [[lexico:m:malebranche|Malebranche]] (1955-1959), [[lexico:s:spinoza|Spinoza]] (1964) elevaram, pela primeira vez, a [[lexico:h:historia|história]] do [[lexico:p:pensamento-filosofico|pensamento filosófico]] ao nível de uma ciência historicamente exata e, ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]], filosoficamente rigorosa: a exatidão histórica se baseia na [[lexico:r:realidade|realidade]] dos textos, o rigor filosófico na sua [[lexico:c:compreensao|compreensão]] [[lexico:r:racional|racional]] (esta última [[lexico:n:nao|não]] se refere a um [[lexico:c:criterio|critério]] [[lexico:s:subjetivo|subjetivo]] [[lexico:e:exterior|exterior]] à [[lexico:o:obra|obra]] filosófica, mas à "estrutura" objetiva dos sistemas, à sua [[lexico:c:coerencia|coerência]] interna). Essa [[lexico:a:atitude|atitude]] de historiador encontra-se ela mesma, filosoficamente justificada e fundamentada em sua obra de [[lexico:q:quatro|Quatro]] volumes: Filosofia e [[lexico:h:historia-da-filosofia|história da filosofia]] (2.a [[lexico:p:parte|parte]]). Gueroult não aparece apenas como um grande historiador, mas como o primeiro filósofo que fundamenta criticamente a legitimidade da história da filosofia.