===== GAIA ===== VIDE [[lexico:t:terra:start|Terra]] Onde está a Terra? Unicamente sob os nossos pés, na [[lexico:i:imagem:start|imagem]] que a cosmografia nos oferece? Ou a Terra como [[lexico:d:designacao:start|designação]] do ctonismo é uma [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] ultrageométrica, a experiência da materialidade noturna e germinante, a experiência profusa das formas do terrestre, do [[lexico:d:drama:start|drama]] de um [[lexico:p:principio:start|princípio]] [[lexico:d:divino:start|divino]]? É a imemorial Gaia em toda a sua [[lexico:p:potencia:start|potência]] mitológica, é a protoforma do feminino. [[lexico:e:esse:start|esse]] o segredo recôndito do [[lexico:s:simbolismo:start|simbolismo]] e do [[lexico:s:simbolo:start|símbolo]], no qual uma [[lexico:c:coisa:start|coisa]] ou [[lexico:p:processo:start|processo]] [[lexico:n:nao:start|não]] só pode traduzir ou aludir a outra coisa, mas, da maneira mais exata, uma coisa é a outra. Acontece que na [[lexico:v:visao:start|visão]] [[lexico:s:simbolica:start|simbólica]] do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] as antigas [[lexico:c:coisas:start|coisas]] da visão científico-manipuladora transformam-se em [[lexico:p:principios:start|princípios]] errático-vitais, em sua [[lexico:p:produtividade:start|produtividade]] inabalável. A Terra que nossos olhos nos revelam, a Terra como conteúdo lógico-significante é uma mera [[lexico:e:expressao:start|expressão]] estático-intelectual, uma fixação de um grande e [[lexico:m:mitico:start|mítico]] drama que só a experiência simbólica pode revelar-nos. O mesmo processo que está em atuação na externalidade fixa da Terra pode atuar e atua na [[lexico:a:alma:start|alma]] do [[lexico:h:homem:start|homem]] quando esse, fascinado pela Deusa, canta e dança, põe em poemas e movimentos a sua reverência religiosa. No poema está o [[lexico:m:mito:start|mito]] da Terra, isto é, está na Terra, com igual [[lexico:d:direito:start|direito]] que na dança, ou na [[lexico:r:representacao:start|representação]] fixa sob os nossos pés. Se tudo está em tudo, não estaríamos repetindo a veneranda doutrina das [[lexico:h:homeomerias:start|homeomerias]] de [[lexico:a:anaxagoras:start|Anaxágoras]]? Em cada [[lexico:o:objeto:start|objeto]] estariam as [[lexico:s:sementes:start|sementes]] de todos os outros. Não se trata contudo, na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] simbólica que estamos desenvolvendo, da [[lexico:p:presenca:start|presença]] [[lexico:f:fisica:start|física]] e material das coisas, umas nas outras, mas da coalescência de uma [[lexico:h:hierofania:start|hierofania]] divina em múltiplas representações. As metamorfoses do princípio mítico traduziríam as possibilidades variáveis de [[lexico:m:manifestacao:start|manifestação]], o [[lexico:e:existir:start|existir]] atópico ou utópico de uma abertura mundial. [VFSTM:161] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}