===== ÊXTASE INTELECTUAL ===== Reportando-se a J. Schlumberger, Lettre à un historien, Bouvier, [[lexico:m:mach:start|Mach]], 5, distingue dois gêneros de [[lexico:e:extase:start|êxtase]]: um voluptuoso e centrífugo, o enlevo poético, que auxilia a fugir da [[lexico:r:realidade:start|realidade]]; [[lexico:o:outro:start|outro]] grave e ativo, que tende a uma [[lexico:p:posse:start|posse]] mais completa e profunda do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] e faz adivinhar a realidade. Este "êxtase da posse" [[lexico:n:nao:start|não]] consiste essencialmente num [[lexico:e:estado:start|Estado]] [[lexico:a:afetivo:start|afetivo]]. — "Do [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista intelectual, chama-se... êxtase um estado no qual, sendo rompida toda [[lexico:c:comunicacao:start|comunicação]] com o mundo [[lexico:e:exterior:start|exterior]], a [[lexico:a:alma:start|alma]] experimenta o [[lexico:s:sentimento:start|sentimento]] de que participa de um [[lexico:o:objeto:start|objeto]] interno, que é o [[lexico:s:ser:start|ser]] [[lexico:p:perfeito:start|perfeito]], o ser [[lexico:i:infinito:start|infinito]], [[lexico:d:deus:start|Deus]]... O êxtase é a reunião da alma com seu objeto. Não há mais intermediário: ela o vê, toca-o, possui-o, existe nele, é ele". E. Boutroux, Le mysticisme, in Bulletin de el Institui de Psychologie, 1902, págs. 15, 17. — "O [[lexico:d:drama:start|drama]] wagneriano pode levar o ouvinte-con-templador a um [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] "êxtase" feito (como excelentemente disse Baudelaire) de volúpia e de [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]." Challaye, L’art, 213. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}