===== EXPERIMENTO ===== (lat. experimentum; in. Experiment; fr. Experiment; al. Experiment; it. Esperimentó). Embora essa [[lexico:p:palavra|palavra]] às vezes seja usada para indicar a [[lexico:e:experiencia|experiência]] em [[lexico:g:geral|geral]], seu [[lexico:v:valor|valor]] específico é o de experiência controlada ou dirigida, ou seja, de [[lexico:o:observacao|observação]] . Já na Idade Média [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:termo|termo]] foi usado com esse [[lexico:s:sentido|sentido]] (cf., p. ex., Ockham, In Sent., Prol., q. 2, G), mas esse [[lexico:s:significado|significado]] só foi fixado por [[lexico:b:bacon|Bacon]], que contrapôs o experimento como experientia litterata, ou seja, guiada e sustentada por uma [[lexico:h:hipotese|hipótese]], à experiência que vai espontaneamente ao encontro do [[lexico:h:homem|homem]] e é casual (Nov. Org., I, 83, 110). [[lexico:w:wolff|Wolff]], por sua vez, dizia: "O experimento é uma experiência que diz [[lexico:r:respeito|respeito]] a fatos naturais que só acontecem quando intervém nossa [[lexico:a:acao|ação]]" (Psychol. Empir., § 456). [[lexico:k:kant|Kant]] falava no mesmo sentido de um "experimento da [[lexico:r:razao-pura|razão pura]]", que consistia em [[lexico:v:ver|ver]] se a hipótese da [[lexico:e:existencia|existência]] do [[lexico:i:incondicionado|incondicionado]] conduz ou [[lexico:n:nao|não]] a [[lexico:c:contradicao|contradição]]; se conduz a contradição, o experimento demonstra que a [[lexico:r:razao|razão]] não pode [[lexico:s:superar|superar]] os limites da experiência (Crít. R. Pura, Prefácio à 2- edição). Ainda aqui se trata de uma experiência controlada. Claude [[lexico:b:bernard|Bernard]], porém, às vezes chamava o experimento de experiência, entendendo com isso "uma observação provocada com o [[lexico:f:fim|fim]] de dar [[lexico:o:origem|origem]] a uma [[lexico:i:ideia|ideia]]" (lntroduction à l’étude de la médecine expérimentale, 1865, I, § 6).