===== EXISTENCIAL ===== (em fr. existentiel), que pertence ao [[lexico:s:sentimento:start|sentimento]] da [[lexico:e:existencia:start|existência]]. — A [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] existencial é uma [[lexico:d:descricao:start|descrição]] psicológica ou [[lexico:m:moral:start|moral]] do sentimento da existência ([[lexico:j:jaspers:start|Jaspers]]), tal como pode manifestar-se nas mais diversas situações (o [[lexico:s:sofrimento:start|sofrimento]], a [[lexico:l:luta:start|luta]], o [[lexico:e:erro:start|erro]], e mesmo as situações limites como a [[lexico:m:morte:start|morte]]). Distingue-se da filosofia (em fr. philosophie existentiale) que se apresenta como uma [[lexico:a:analise:start|análise]] [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] dos [[lexico:e:elementos:start|elementos]] essenciais constitutivos da existência ([[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]]), tais como a [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]], o não-saber (a [[lexico:e:erraticidade:start|erraticidade]]), a [[lexico:c:contingencia:start|contingência]] de nossa [[lexico:p:presenca:start|presença]] etc. A filosofia existencial (no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] existentiel) descreve, portanto, situações particulares; a filosofia existencial (no sentido existential) analisa [[lexico:c:caracteres:start|caracteres]] [[lexico:u:universais:start|universais]] de toda a existência humana. (ai. Existential, existentielt). A [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] entre esses dois termos foi estabelecida por Heidegger, no sentido de que o primeiro significa uma [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] constitutiva da existência, uma [[lexico:c:caracteristica:start|característica]] ou um [[lexico:c:carater:start|caráter]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]] dela (correspondente à [[lexico:c:categoria:start|categoria]] para as [[lexico:c:coisas:start|coisas]]), cuja determinação cabe à [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]], ao passo que o segundo designa a [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] que cada [[lexico:h:homem:start|homem]] tem de sua própria existência ao decidir sobre as possibilidades que a constituem ou escolhê-las (Sein und Zeit, §§ 4, 9). A análise de Heidegger é existencial porque tende a rastrear as características essenciais e peculiares à existência, ou seja, a construir uma ontologia cujo [[lexico:o:objeto:start|objeto]] é o [[lexico:s:ser:start|ser]] da existência. A análise de Jaspers, ao contrário, mantém-se, e quer manter-se, no [[lexico:p:plano:start|plano]] [[lexico:e:existenciario:start|existenciário]]. Jaspers, com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], repudia a ontologia no sentido de [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] objetiva que considera os caracteres essenciais da existência (Phil., I, 24) e julga que a única análise [[lexico:p:possivel:start|possível]] da existência é ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] [[lexico:e:escolha:start|escolha]] e [[lexico:d:decisao:start|decisão]], ou seja, [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] existenciário (Ibid., I, 13 ss.; II, 1 ss., etc). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}