===== EXISTÊNCIA E ESSÊNCIA ===== [[lexico:e:existencia|Existência]]: ex-sistência ([[lexico:e:estar|estar]] aí, ex fora das [[lexico:c:causas|causas]]) o que se acha na [[lexico:c:coisa|coisa]], in re. Existência é o [[lexico:f:fato|fato]] de [[lexico:s:ser|ser]]. Difere de [[lexico:e:essencia|essência]], pois a existência consiste no fato de ser da essência. Assim [[lexico:c:como-se|como se]] [[lexico:p:pergunta|pergunta]]: "que é o ser?" pode perguntar-se: "qual o ser da existência? Em que consiste a existência, qual a essência da existência, [[lexico:b:bem|Bem]] como qual a essência da essência? Metafisicamente: a existência ([[lexico:m:metafisica|metafísica]]) é a imediata [[lexico:u:uniao|união]] da existência e da essência. Há existências e existências, com suas [[lexico:e:essencias|essências]] menores em [[lexico:e:extensao|extensão]]. Se a toda existência corresponde uma essência, nem a toda essência corresponde uma existência, pois uma essência pode ser [[lexico:p:possivel|possível]]. (Este é um [[lexico:p:pensamento|pensamento]] escolástico). A existência é o fato de ser. E essência? Para [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]]: 1) A [[lexico:s:substancia|substância]] enquanto substância primeira, ([[lexico:o:ousia|ousia]] prote), o ser individual, [[lexico:m:materia|matéria]]; 2) o indispensável de uma coisa, a substância segunda ([[lexico:f:formal|formal]]) (ousia deutera). Assim essência é o "fundo" do ser, metafisicamente considerado. Os escolásticos consideram essência: todos os [[lexico:e:elementos|elementos]] que, ao ser dados, põem como dada a coisa, sem que se possa suprimir nenhum deles. O [[lexico:g:genero|gênero]] é essência da [[lexico:e:especie|espécie]]. O ser [[lexico:h:humano|humano]] (humanitas), essência do [[lexico:i:individuo|indivíduo]] [[lexico:h:homem|homem]], tal ou qual. Podemos fazer uma [[lexico:d:distincao|distinção]] entre essência, em [[lexico:s:sentido|sentido]] [[lexico:l:logico|lógico]] e em sentido metafísico. Metafisicamente, a essência é o [[lexico:s:substancial|substancial]], pelo qual se entende tanto o substancial individual (fático) como o [[lexico:g:geral|geral]] (formal). Este [[lexico:c:carater|caráter]] dual da essência, já foi exposto por Aristóteles. Logicamente, a essência é o que determina um [[lexico:o:objeto|objeto]] no [[lexico:p:processo|processo]] da [[lexico:d:definicao|definição]], e só então se pode [[lexico:f:falar|falar]], propriamente, de uma distinção entre a essência e a existência. [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]] dizia: "A essência é o que dá existência a [[lexico:r:realidade|realidade]]. Por isso convém que a essência, pela qual a realidade se chama [[lexico:e:ente|ente]], [[lexico:n:nao|não]] seja tão somente a [[lexico:f:forma|forma]], nem tampouco a matéria, mas ambas, ainda quando apenas a forma seja, a sua maneira, a [[lexico:c:causa|causa]] de seu ser". [[lexico:h:husserl|Husserl]] afirma, como já o faziam Duns Scot e Suarei, a inseparabilidade da essência e da existência. Quer evitar, assim a forma apriorística, abstrata, vazia. É a generalidade concreta. (NA: Este [[lexico:t:tema|tema]] analisaremos e discutiremos oportunamente ao estudarmos os [[lexico:p:principios-do-ser|princípios do ser]].) As ciências eidéticas, de que ele [[lexico:f:fala|fala]], são as que se fundam nas essências. As ciências fáticas são as experimentais. Todas as ciências de fatos têm fundamentos essenciais teóricos nas ontologias eidéticas.