===== EUTANÁSIA ===== (gr. [[lexico:e:eu|eu]], [[lexico:b:bem|Bem]], e [[lexico:t:thanatos|thanatos]], [[lexico:m:morte|morte]]). [[lexico:m:metodo|Método]] admitido por certas filosofias ou religiões para abreviar uma agonia ou [[lexico:d:doenca|doença]] sem [[lexico:e:esperanca|esperança]] através de uma morte sem [[lexico:s:sofrimento|sofrimento]]. — Essa "morte feliz" foi mesmo preconizada, em escala [[lexico:s:social|social]], por [[lexico:p:platao|Platão]] em sua [[lexico:r:republica|República]]: "Quanto aos cidadãos que [[lexico:n:nao|não]] são fisicamente sadios, serão deixados morrer". Os Tempos modernos são menos [[lexico:c:cinicos|cínicos]], ou mais circunspectos; em compensação, o [[lexico:f:filosofo|filósofo]] inglês Francis [[lexico:b:bacon|Bacon]], que aliás criou o [[lexico:t:termo|termo]] "eutanásia", não hesitou em fazer-se o campeão do adoçamento agônico. Em nossos dias, a [[lexico:c:consciencia|consciência]] hesita: terá um [[lexico:h:homem|homem]] o [[lexico:d:direito|direito]] de atentar contra a [[lexico:v:vida|vida]] de [[lexico:o:outro|outro]], ainda que julgue fazer uma [[lexico:c:caridade|caridade]], ainda que a vítima peça-lhe isso explicitamente? Aí existe o conflito de deveres: [[lexico:d:dever|dever]] de [[lexico:c:compaixao|compaixão]] ou dever de [[lexico:p:piedade|piedade]]? "Só [[lexico:d:deus|Deus]] é senhor da vida ou da morte", escreve no século XVI o médico Ambroise Paré, definindo o [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista imutável da [[lexico:f:fe|Fé]]. O da [[lexico:l:lei|lei]], ao menos até o dia de hoje, é o mesmo: os Parlamentos francês, inglês e norte-americano, entre muitos outros, condenaram a eutanásia.