===== ESSE ===== Isto [[lexico:n:nao:start|não]] vale, aliás, da [[lexico:i:ideia:start|ideia]] de [[lexico:s:ser:start|ser]] ([[lexico:e:ens:start|ens]]) de S. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]] fundada na sua concepção intensiva do [[lexico:e:existir:start|existir]] (esse) como [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]] suprema e [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] radical do [[lexico:e:ente:start|ente]]. Neste caso a [[lexico:e:essencia:start|essência]] não exprime senão a [[lexico:c:contracao:start|contração]] da perfeição de existir a um [[lexico:m:modo:start|modo]] [[lexico:p:particular:start|particular]] e deve ao [[lexico:p:proprio:start|próprio]] existir não só a sua atuação mas, também, toda a [[lexico:r:realidade:start|realidade]] e [[lexico:d:determinacao:start|determinação]]. E preciso confessar que esta concepção, absolutamente original, de S. Tomás, ao aplicar ao binômio esse-essentia, sob o [[lexico:i:influxo:start|influxo]] da ideia cristã de [[lexico:c:criacao:start|criação]], o [[lexico:e:esquema:start|esquema]] aristotélico [[lexico:a:ato-e-potencia:start|ato e potência]], enriquecido outrossim pela [[lexico:t:teoria:start|teoria]] neoplatônica da [[lexico:p:participacao:start|participação]], é algo de desconhecido para [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]]. É sabido, aliás, que o [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] [[lexico:a:autentico:start|autêntico]] de S, Tomás, neste [[lexico:p:ponto:start|ponto]] fundamental, só foi redescoberto nos anos posteriores à publicação de Sein und Zeit. Heidegger encara a [[lexico:m:metafisica:start|Metafísica]] tradicional, como ela se apresenta em [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] e em todos os outros pensadores até [[lexico:h:hegel:start|Hegel]], onde o que conta, metafisicamente, é antes de tudo a [[lexico:f:forma:start|forma]], a essência. Aliás, se se pudesse [[lexico:s:subsumir:start|subsumir]] o seu próprio filosofar sob a [[lexico:a:antitese:start|antítese]] gilsoniana, [[lexico:p:primado:start|primado]] do existir ou primado da essência, ele deveria, sem sombra de [[lexico:d:duvida:start|dúvida]], ser reputado entre os essencialistas malgrado a [[lexico:i:impressao:start|impressão]] contrária de não poucos leitores apressados de sua [[lexico:o:obra:start|obra]] (Cf. Carta sobre o [[lexico:h:humanismo:start|humanismo]] p. 19). Julgado segundo os cânones da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] de S. Tomás, Heidegger será tachado de [[lexico:e:esquecimento:start|esquecimento]] do ser, no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] de [[lexico:a:ato:start|ato]] de existir (actus essendi) das [[lexico:c:coisas:start|coisas]]. Se se examina, ao invés, a [[lexico:h:historia-da-filosofia:start|história da Filosofia]] ocidental à [[lexico:l:luz:start|luz]] da [[lexico:p:problematica:start|problemática]] lançada por Heidegger é S. Tomás que não escapa à sina [[lexico:g:geral:start|geral]] de esquecimento da [[lexico:q:questao:start|questão]] do sentido de ser. De [[lexico:f:fato:start|fato]], ao interpretar o existir como ato da essência e como fundamento do ente, longe de se deter a reconsiderar o sentido atribuído tradicionalmente a ser, ele não faz senão consagrar tal [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]], estendendo-a a um novo domínio. A. [[lexico:d:descoberta:start|descoberta]] de S. Tomás não se move no [[lexico:p:plano:start|plano]] da questão do sentido de ser. Ela pressupõe seja o sentido tradicional de ser como existir, seja o esquema ato-potência, fundado nesta mesma [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] tradicional de ser. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}