===== ESPÉCIES DO CONHECIMENTO ===== a) [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] [[lexico:d:discursivo:start|discursivo]], [[lexico:t:teorico:start|teórico]], [[lexico:m:mediato:start|mediato]] — Vimos que os filósofos, em sua maioria, afirmam que há apenas um conhecimento: o discursivo, o teórico, reflexivo, mediato, o conhecimento através da [[lexico:r:razao:start|razão]], em que o [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] é apreendido, comparado com outros, etc. Note-se o [[lexico:s:sentido:start|sentido]] [[lexico:e:exato:start|exato]] do [[lexico:t:termo:start|termo]] discursivo que vem de discorrer, ir e vir, andar daqui para ali. Assim procede a razão. Ela anda daqui para ali, leva a [[lexico:i:imagem:start|imagem]] do [[lexico:o:objeto:start|objeto]] e compara-a a outra, leva, traz, fixa-a, associa-a a outras, em [[lexico:s:suma:start|suma]], realiza um [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]] do conhecimento por [[lexico:m:meio:start|meio]] de uma [[lexico:m:multiplicidade:start|multiplicidade]] de [[lexico:a:acoes:start|ações]] (por isso ó um conhecimento mediato), uma [[lexico:p:pluralidade:start|pluralidade]] de atos. Ao par deste conhecimento afirmam outros que há um: b) Conhecimento [[lexico:i:imediato:start|imediato]], (em vez de mediato), um conhecimento intuitivo, em vez de discursivo, um conhecimento que [[lexico:n:nao:start|não]] vai daqui para lá, que não discorre, que não compara, mas que é um dar-se imediato do objeto. Na [[lexico:r:realidade:start|realidade]], não se pode negar a [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]] imediata, a [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] direta. Mas aqui não se trata propriamente da [[lexico:i:intuicao:start|intuição]] chamada [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], mas da [[lexico:i:intuicao-intelectual:start|intuição intelectual]]. Quando notamos um objeto que é verde o [[lexico:o:outro:start|outro]] azul, e intuímos a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]], temos aqui um [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]] de intuição intelectual. [[lexico:d:descartes:start|Descartes]] no [[lexico:c:cogito:start|cogito]] ergo sum aceitava a intuição como um meio autônomo de conhecimento, A maioria doa filósofos, porém, afirma que só há um conhecimento: o [[lexico:r:racional:start|racional]] (discursivo). Mas os valores estéticos e os éticos são apreendidos pela intuição, e o [[lexico:a:artista:start|artista]], enquanto artista, trabalha com a intuição. Temos uma [[lexico:c:certeza:start|certeza]] [[lexico:i:intuitiva:start|intuitiva]] de nós mesmos, do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:e:exterior:start|exterior]] e das outras pessoas. [[lexico:b:bergson:start|Bergson]] afirmava que o conhecimento racional apenas apreende a [[lexico:f:forma:start|forma]] matemático-mecânica da realidade, e só a intuição penetra em seu conteúdo intimo, no âmago das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] (para Bergson a intuição é um misto da intuição intelectual e da simpatética). A [[lexico:p:posicao:start|posição]] dos racionalistas-extremados, que negam à intuição qualquer conhecimento, e que este é apenas o teórico, o racional, assim como a posição dos irracionalistas que negam à razão qualquer [[lexico:v:valor:start|valor]] no seu conhecimento, pecam por preferir um dos extremos. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}