===== ERÍSTICA ===== Corrompendo-se, a [[lexico:a:antilogia|antilogia]] de [[lexico:p:protagoras|Protágoras]] gerou a erística, a [[lexico:a:arte|arte]] da controvérsia com [[lexico:p:palavras|palavras]] que tem por [[lexico:f:fim|fim]] a controvérsia em si mesma. Os erísticos cogitaram de uma [[lexico:s:serie|série]] de problemas, que eram formulados de [[lexico:m:modo|modo]] a prever respostas tais que fossem refutáveis em qualquer caso; dilemas que, mesmo sendo resolvidos, tanto em [[lexico:s:sentido|sentido]] afirmativo como [[lexico:n:negativo|negativo]], levavam a respostas sempre contraditórias; hábeis jogos de [[lexico:c:conceitos|conceitos]] construídos com termos que, em [[lexico:v:virtude|virtude]] de sua polivalência [[lexico:s:semantica|semântica]], levavam o [[lexico:o:ouvinte|ouvinte]] sempre a uma [[lexico:p:posicao|posição]] de xeque-mate. Em resumo, os erísticos cogitaram [[lexico:t:todo|todo]] aquele arsenal de raciocínios capciosos e enganosos que viriam a [[lexico:s:ser|ser]] chamados de "[[lexico:s:sofismas|sofismas]]". [[lexico:p:platao|Platão]] apresenta a erística de modo [[lexico:p:perfeito|perfeito]] em Eutidemo, mostrando todo o seu [[lexico:v:vazio|vazio]]. (gr. eristike techne; in. Eristic; fr. Éristique; al. Eristik; it. Eristica). Arte de combater com palavras, ou seja, vencer nas discussões. Foi cultivada na [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] pelos [[lexico:s:sofistas|sofistas]] e pela [[lexico:e:escola|escola]] megárica, cujos membros foram chamados, por antonomásia, de "erísticos" (Diógenes Laércio, II, 106). Em Eutidemos, Platão dá um [[lexico:e:exemplo|exemplo]] vivo do modo como essa arte era exercida em seu [[lexico:t:tempo|tempo]]. Os interlocutores do [[lexico:d:dialogo|diálogo]], os irmãos Eutidemos e Dionisodoro, divertem-se em demonstrar, p. ex., que só o ignorante pode aprender, e logo depois que só o [[lexico:s:sabio|sábio]] aprende; que se aprende só o que [[lexico:n:nao|não]] se sabe e depois que se aprende só o que se sabe, etc. O [[lexico:f:fundamento|fundamento]] de semelhantes exercícios é a doutrina compartilhada por me-gáricos, sofistas e [[lexico:c:cinicos|cínicos]], de que o [[lexico:e:erro|erro]] não é [[lexico:p:possivel|possível]] porque, não se podendo dizer o que não é (que equivale a não dizer), sempre se diz [[lexico:o:o-que-e|o que é]], logo a [[lexico:v:verdade|verdade]].