===== EPIFENÔMENO ===== O [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]] acessório. — O epifenomenismo é a [[lexico:t:teoria|teoria]] segundo a qual a [[lexico:c:consciencia|consciência]] é somente um [[lexico:s:simples|simples]] [[lexico:r:reflexo|reflexo]] dos fenômenos orgânicos. Por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], a consciência do [[lexico:a:ato|ato]] voluntário [[lexico:n:nao|não]] é, de [[lexico:m:modo|modo]] nenhum, a consciência de uma livre [[lexico:d:decisao|decisão]] que estaria na [[lexico:o:origem|origem]] do ato, mas uma simples [[lexico:l:luz|luz]], que acompanha processos puramente nervosos, e que seriam os verdadeiros motores de nossos atos. A consciência não faz [[lexico:n:nada|nada]], é um epifenômeno. [[lexico:e:ebbinghaus|Ebbinghaus]] compara-a a um espectador no teatro. Na [[lexico:v:verdade|verdade]], as condições psicológicas do ato voluntário, como as de toda [[lexico:i:ideia|ideia]] no [[lexico:e:espirito|espírito]] ou de [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:e:estado|Estado]] de consciência, não nos são conhecidas, e o epifenomenismo é uma [[lexico:h:hipotese|hipótese]] inverificável e inútil. (in. Epiphenomenon; fr. Épiphénomène; al. Epiphànomenon; it. Epifenomenó). Em alguns positivistas ingleses do séc. XIX ([[lexico:h:huxley|Huxley]], Clifford, etc), essa [[lexico:p:palavra|palavra]] designou a consciência, considerada fenômeno secundário ou acessório que acompanha os fenômenos corpóreos, mas é incapaz de reagir sobre eles (V. [[lexico:m:materialismo|materialismo]]).