===== EMPIRICIDADE ===== A [[lexico:i:ideia|ideia]] de empiricidade deve [[lexico:s:ser|ser]] compreendida à [[lexico:l:luz|luz]] da [[lexico:d:distincao|distinção]] anterior entre o [[lexico:c:campo-transcendental|campo transcendental]] e o [[lexico:c:campo|campo]] [[lexico:e:empirico|empírico]]. Segundo esta ideia, o [[lexico:c:conhecimento-cientifico|conhecimento científico]] deve sempre apoiar-se, em última [[lexico:i:instancia|instância]], nos dados que são acessíveis à [[lexico:p:percepcao|percepção]], vale dizer, na [[lexico:e:experiencia|experiência]] empírica. Observemos que essa ideia está em perfeita sintonia com o [[lexico:i:ideal|ideal]] de matematização. Com [[lexico:e:efeito|efeito]], as matemáticas, nelas mesmas, permanecem indeterminadas relativamente à [[lexico:r:realidade|realidade]]. Assim, elas nos ensinam que há três geometrias possíveis. É para a experiência que precisamos nos voltar para tentarmos determinar qual é a métrica do [[lexico:m:mundo|mundo]] [[lexico:r:real|real]]. Quanto mais complicados forem os modelos matemáticos, maior será a [[lexico:i:indeterminacao|indeterminação]]. De qualquer [[lexico:f:forma|forma]], mesmo que [[lexico:n:nao|não]] consigamos obter uma [[lexico:d:descricao|descrição]] univocamente determinada, por [[lexico:m:meio|meio]] de equações diferenciais (como é o caso, frequentemente, na [[lexico:f:fisica|física]]), só podemos utilizar essas equações, de [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:e:efetivo|efetivo]], se conhecermos as "condições-limites" (condições iniciais ou condições fronteiriças). Ora, essas condições não podem ser determinadas matematicamente. Portanto, a [[lexico:r:recusa|recusa]] aos modelos matemáticos nos obriga a voltarmos para a experiência, entendida no [[lexico:s:sentido|sentido]] de um contato empírico com a realidade. [Ladrière]