===== EGO COGITO ===== Recordemos, porém, para a clareza da [[lexico:a:argumentacao|argumentação]], as definições de Descombes resumindo [[lexico:r:ricoeur|Ricoeur]]: “[[lexico:f:filosofia|Filosofia]] do [[lexico:s:sujeito|sujeito]]·, doutrina que reivindica que a [[lexico:p:pergunta|pergunta]] [[lexico:q:quem|quem]]?, colocada a propósito de uma [[lexico:a:acao|ação]] relatada em uma narrativa ou de uma [[lexico:p:palavra|palavra]] citada, ou de uma [[lexico:e:experiencia|experiência]] invocada, seja respondida pela [[lexico:m:mencao|menção]] de um sujeito, [[lexico:e:esse|esse]] sujeito sendo tomado em um [[lexico:s:sentido|sentido]] especial e filosófico. O sujeito [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] ao qual reportar a ação, a palavra ou a experiência, [[lexico:n:nao|não]] pode jamais [[lexico:s:ser|ser]] apresentado na terceira [[lexico:p:pessoa|pessoa]]: ele deve apresentar a [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]] na primeira pessoa, naquilo que os filósofos chamam de uma ‘autoposição’”; “Filosofia do [[lexico:e:ego|ego]] ou [[lexico:e:egologia|egologia]]·. outra [[lexico:d:denominacao|denominação]] da filosofia do sujeito. O sujeito experimenta sua [[lexico:p:presenca|presença]] em uma presença para si mesmo, ou [[lexico:c:cogitatio|cogitatio]] cartesiano”; “[[lexico:h:hermeneutica|Hermenêutica]] do si: título que Ricoeur dá ao seu [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:p:projeto|projeto]], que é expor uma [[lexico:f:filosofia-pratica|filosofia prática]] na qual é previsto um [[lexico:l:lugar|lugar]] central para o sujeito de ação e de [[lexico:p:paixao|paixão]] (“[[lexico:h:homem|homem]] agindo e sofrendo”, p. 29). A hermenêutica coloca um sujeito, mas indiretamente, passando pelos fatos da [[lexico:l:linguagem|linguagem]], da ação, da narrativa, do [[lexico:d:direito|direito]], das instituições justas e da [[lexico:e:etica|ética]].” Em sua [[lexico:d:definicao|definição]] da filosofia do sujeito, Descombes se apoia nessa página célebre de Ricoeur, O Si Mesmo..., p. 14: “Tomo aqui por paradigmático das filosofias do sujeito que este seja formulado aqui em primeira pessoa – [[lexico:e:ego-cogito|ego cogito]] que o ‘[[lexico:e:eu|eu]]’ se defina como eu [[lexico:e:empirico|empírico]] ou como [[lexico:e:eu-transcendental|eu transcendental]], que o ‘eu seja colocado absolutamente, isto é, sem face a face, ou relativamente, a egologia requerendo o complemento [[lexico:i:intrinseco|intrínseco]] da [[lexico:i:intersubjetividade|intersubjetividade]]. Em todas essas ilustrações, o sujeito é ‘eu’”. [LiberaAS:38-39 Nota]