===== ECO ===== Ensaísta italiano nascido em 1932. Doutorou-se em [[lexico:e:estetica|estética]] em 1961. Antes de [[lexico:s:ser|ser]] mundialmente conhecido, publicara estudos sobre a estética medieval, os quais indicavam sua familiaridade com a [[lexico:e:escolastica|escolástica]], o que terá sido uma das razões de seu [[lexico:e:entusiasmo|entusiasmo]] e [[lexico:c:compreensao|compreensão]] do [[lexico:s:significado|significado]] da [[lexico:o:obra|obra]] joyciana. Seu [[lexico:n:nome|nome]] ultrapassou os limites italianos com a edição da Opera Aperta (1962), à qual fêz seguir [[lexico:q:quatro|Quatro]] outros livros, dos quais os mais importantes são Apocalittici e Integrati (1964) e La Struttura Assente (1968). Num dos capítulos teóricos da Opera Aperta, Eco utiliza amplamente [[lexico:c:conceitos|conceitos]] da [[lexico:t:teoria-da-informacao|teoria da informação]] na tentativa de aplicá-los à obra poética. [[lexico:c:causa|causa]] de muito do [[lexico:i:interesse|interesse]] que sua produção tem provocado — a [[lexico:t:traducao|tradução]] francesa sai três anos depois, antecipando às várias outras já aparecidas ou em vias de aparecimento — esta, contudo, tem sido a [[lexico:p:parte|parte]] mais retificada pelo autor. O prosseguimento de suas pesquisas, tal [[lexico:c:como-se|como se]] mostra nos Elementi per uma semiologia delle comunicazione visive (1967) e, logo a seguir, em La Struttura Assente, levaram-nos a abandonar as esperanças na [[lexico:f:formacao|formação]] de uma estética informacional. Tais retificações, porém, [[lexico:n:nao|não]] alteraram o conceito-chave que dá título a seu livro e do qual se tem nutrido muito de sua fama quanto ao [[lexico:p:publico|público]] em [[lexico:g:geral|geral]]. Por "obra aberta" Eco entende não apenas a obra de vanguarda contemporânea — refere-se em especial à vanguarda musical, passando de Webern e Stockhausen a Luciano Berio. O [[lexico:c:carater|caráter]] estético de um [[lexico:t:texto|texto]] faz, por conta deste seu [[lexico:p:proprio|próprio]] caráter estético, que êle seja [[lexico:a:aberto|aberto]], polissêmico, [[lexico:s:sujeito|sujeito]] a interpretações variadas. Contemporaneamente, contudo, através da manipulação direta e prevista pelo autor/compositor de sua obra — seja livro, partitura ou [[lexico:r:representacao|representação]] pictórica — o [[lexico:c:conceito|conceito]] de abertura adquire tonalidade menos metafórica e mais concreta. Noutras [[lexico:p:palavras|palavras]], a abertura se torna [[lexico:c:consciente|consciente]] por parte do criador, que busca armar sua textura para fazê-la! "vulnerável" ao assédio do espectador, estimulando-o a que não mais seja um mero contemplador, mas sim e [[lexico:a:agora|agora]] o seu manipulador. Apocalittici e Integrad volta-se, por sua vez, para o [[lexico:c:campo|campo]] da [[lexico:c:cultura-de-massa|cultura de massa]], apresentado um levantamento crítico das posições adotadas sobre o [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]], assim como análises sobre veículos em [[lexico:p:particular|particular]]. Destaca-se o [[lexico:e:estudo|estudo]] sobre a [[lexico:l:linguagem|linguagem]] das estórias em quadrinho. Sua última obra publicada (em 1970), representa, por sua vez, a recepção do impacto e o levantamento de discordâncias quanto ao [[lexico:p:pensamento|pensamento]] estruturalista. Como introdução à [[lexico:a:analise|análise]] semiológica, porém, o livro transcende o interesse da [[lexico:s:simples|simples]], embora elevada, polêmica (Luiz Carlos Lima - [[lexico:d:dcc|DCC]]).