===== DUHEM ===== Como já observamos, [[lexico:o:outro:start|outro]] prestigioso representante do [[lexico:c:convencionalismo:start|convencionalismo]] é Pierre Duhem, [[lexico:f:fisico:start|físico]] e historiador da [[lexico:c:ciencia:start|ciência]], que, com o seu famoso livro A [[lexico:t:teoria:start|teoria]] [[lexico:f:fisica:start|física]]: o seu [[lexico:o:objeto:start|objeto]] e a sua [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] (1906), pretendia efetuar "uma [[lexico:s:simples:start|simples]] [[lexico:a:analise:start|análise]] [[lexico:l:logica:start|lógica]] do [[lexico:m:metodo:start|método]] com o qual progride a ciência física", convencido de que sua [[lexico:o:obra:start|obra]] metodológica se houvesse "desenvolvido da prática cotidiana da ciência". Para Duhem, antes de mais [[lexico:n:nada:start|nada]], "uma teoria física [[lexico:n:nao:start|não]] é uma [[lexico:e:explicacao:start|explicação]]. E um [[lexico:s:sistema:start|sistema]] de proposições matemáticas, deduzidas de [[lexico:n:numero:start|número]] restrito de [[lexico:p:principios:start|princípios]], que têm o [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] de [[lexico:r:representar:start|representar]] do [[lexico:m:modo:start|modo]] mais simples, mais completo e mais [[lexico:e:exato:start|exato]] um conjunto de leis experimentais". Portanto, nada de explicações: "Uma teoria verdadeira não dá explicações das aparências físicas conforme à [[lexico:r:realidade:start|realidade]], mas representa de modo satisfatório um conjunto de leis experimentais; teoria falsa não é tentativa de explicação baseada em suposições contrárias à realidade, mas conjunto de proposições que não concordam com as leis experimentais. Para uma teoria física, a concordância com a [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] é o [[lexico:u:unico:start|único]] [[lexico:c:criterio:start|critério]] de [[lexico:v:veracidade:start|veracidade]]." A teoria física, portanto, é um conjunto de proposições matemáticas, conjunto convencional e econômico tão mais poderoso quanto mais vasto é o número de leis deriváveis dele: "A [[lexico:r:reducao:start|redução]] das leis físicas a teorias contribui para essa [[lexico:e:economia:start|economia]] intelectual na qual Ernst [[lexico:m:mach:start|Mach]] vê o [[lexico:f:fim:start|fim]] e o [[lexico:p:principio:start|princípio]] de ciência". E, na [[lexico:o:opiniao:start|opinião]] de Duhem, existe o [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] da física no qual vemos [[lexico:l:luta:start|luta]] contínua entre "a [[lexico:n:natureza:start|natureza]] que não se cansa de produzir" e a [[lexico:r:razao:start|razão]] que não quer "cansar-se de [[lexico:c:compreender:start|compreender]]": com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], "incansavelmente, o experimentador revela fatos até então insuspeitados e formula novas leis e o [[lexico:t:teorico:start|teórico]] elabora continuamente representações mais concisas e sistemas mais econômicos para que a [[lexico:m:mente:start|mente]] humana possa acumular tais riquezas." A teoria física é construção do [[lexico:i:intelecto:start|intelecto]] [[lexico:h:humano:start|humano]]. E ela "não nos dá nunca a explicação das leis experimentais e não nos revela em caso algum as realidades que se ocultam por trás das aparências sensíveis. Mas, quanto mais se aperfeiçoa, mais percebemos que a [[lexico:o:ordem:start|ordem]] lógica em que ela dispõe as leis experimentais é o [[lexico:r:reflexo:start|reflexo]] de uma estrutura [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]]". {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}