===== DOUTA IGNORÂNCIA ===== (lat. Docta ignorantia). [[lexico:c:consciencia:start|Consciência]] dos limites do [[lexico:s:saber:start|saber]], como [[lexico:p:principio:start|princípio]] ou [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] de um saber [[lexico:p:positivo:start|positivo]]. Essa [[lexico:e:expressao:start|expressão]] encontra-se, talvez pela primeira vez, em S. [[lexico:a:agostinho:start|Agostinho]] (Ep. ad Probam, 130, 15, § 28). Repete-se algumas vezes na [[lexico:f:filosofia-medieval:start|filosofia medieval]], sendo usada p. ex. por S. [[lexico:b:boaventura:start|Boaventura]], para caracterizar o [[lexico:e:extase:start|êxtase]]: "Como por uma [[lexico:d:douta-ignorancia:start|douta ignorância]], nosso [[lexico:e:espirito:start|espírito]] é arrebatado acima de si, na obscuridade e no êxtase" (Breviloquium, V, 6). Mas sua difusão deve-se a [[lexico:n:nicolau-de-cusa:start|Nicolau de Cusa]], que deu [[lexico:e:esse:start|esse]] título a uma de suas maiores obras (De docta ignorantia, 1440). Nicolau de Cusa, como os outros, usou a expressão com [[lexico:r:referencia:start|referência]] a [[lexico:d:deus:start|Deus]]: a douta [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] consiste em saber que [[lexico:n:nada:start|nada]] se pode saber de Deus. Deus é [[lexico:i:infinito:start|infinito]], logo está [[lexico:a:alem:start|além]] de qualquer proporção com o [[lexico:f:finito:start|finito]], ou seja, com o [[lexico:h:homem:start|homem]]: o que faz dele algo de incomensurável em [[lexico:r:relacao:start|relação]] aos poderes humanos, podendo [[lexico:s:ser:start|ser]] entendido somente por via de [[lexico:a:alteridade:start|alteridade]], ou seja, negando ou levando ao [[lexico:e:extremo:start|extremo]] os [[lexico:c:caracteres:start|caracteres]] conhecidos pelo homem (De docta ignor., I, 3; De coniecturis, I, 13; [[lexico:a:apologia:start|apologia]], p. 13) (v. ignorância). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}