===== CONTEMPLAÇÃO ===== A enorme superioridade da contemplação sobre qualquer [[lexico:o:outro|outro]] [[lexico:t:tipo|tipo]] de [[lexico:a:atividade|atividade]], inclusive a [[lexico:a:acao|ação]], [[lexico:n:nao|não]] é de [[lexico:o:origem|origem]] cristã. Encontramo-la na [[lexico:f:filosofia-politica|filosofia política]] de [[lexico:p:platao|Platão]], em que toda a reorganização utópica da [[lexico:v:vida|vida]] na pólis é não apenas dirigida pelo [[lexico:s:superior|superior]] [[lexico:d:discernimento|discernimento]] do [[lexico:f:filosofo|filósofo]], mas não tem outra [[lexico:f:finalidade|finalidade]] senão tornar [[lexico:p:possivel|possível]] o [[lexico:m:modo|modo]] de vida filosófico. A articulação aristotélica dos diferentes [[lexico:m:modos-de-vida|modos de vida]], em cuja [[lexico:o:ordem|ordem]] a vida de [[lexico:p:prazer|prazer]] tem papel secundário, é orientada claramente pelo [[lexico:i:ideal|ideal]] da contemplação ([[lexico:t:theoria|theoria]]). À antiga [[lexico:l:liberdade|liberdade]] em [[lexico:r:relacao|relação]] às [[lexico:n:necessidades-da-vida|necessidades da vida]] e à coerção de outros, os filósofos acrescentaram a liberdade e a cessação de toda atividade [[lexico:p:politica|política]] ([[lexico:s:skhole|skhole]]), de [[lexico:s:sorte|sorte]] que a posterior pretensão dos cristãos de serem livres de envolvimento em assuntos mundanos, de todos os negócios deste [[lexico:m:mundo|mundo]], foi precedida pela apolitia filosófica da [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] tardia, e dela se originou. O que até então havia sido exigido somente por alguns poucos era [[lexico:a:agora|agora]] visto como [[lexico:d:direito|direito]] de todos. [ArendtCH, 2]