===== CONSTITUTIVO ===== (lat. Constitutivus; in. Constitutive; fr. Constitutif; al. Konstitutiv; it. Constitutivo). 1. Na [[lexico:l:logica:start|lógica]] antiga e medieval [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:a:adjetivo:start|adjetivo]] referia-se à [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] chamada de constitutiva em [[lexico:r:relacao:start|relação]] à [[lexico:e:especie:start|espécie]] e de divisiva em relação ao [[lexico:g:genero:start|gênero]]: p. ex., a diferença "[[lexico:r:racional:start|racional]]", na [[lexico:d:definicao:start|definição]] do [[lexico:h:homem:start|homem]] como "[[lexico:a:animal:start|animal]] racional", constitui a espécie humana, mas divide o gênero animal em duas partes, a racional e a [[lexico:n:nao:start|não]] racional ([[lexico:p:porfirio:start|PORFÍRIO]], Isag., 10; [[lexico:p:pedro-hispano:start|Pedro Hispano]], Summ. log., 2.12; JUNGIUS, Lógica, I, 2, 45, etc). 2. [[lexico:k:kant:start|Kant]] empregou esse [[lexico:t:termo:start|termo]] para designar o que condiciona a [[lexico:r:realidade:start|realidade]] dos objetos fenomênicos. As intuições puras ([[lexico:e:espaco:start|espaço]] e [[lexico:t:tempo:start|tempo]]) e as [[lexico:c:categorias:start|categorias]] são constitutivas, nesse [[lexico:s:sentido:start|sentido]], porque condicionam todos os objetos possíveis de [[lexico:e:experiencia:start|experiência]]. As [[lexico:i:ideias:start|ideias]] da [[lexico:r:razao-pura:start|razão pura]] têm, ao contrário, apenas um [[lexico:u:uso:start|uso]] regulativo, de dirigir o [[lexico:i:intelecto:start|intelecto]] para certo [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]], em vista do qual as linhas diretivas de todas as suas regras convergem num [[lexico:p:ponto:start|ponto]] que — embora [[lexico:n:nada:start|nada]] mais seja que uma [[lexico:i:ideia:start|ideia]] (focus imaginarius), isto é, um ponto do qual na realidade não partem os [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] do intelecto. já que está fora dos limites da experiência [[lexico:p:possivel:start|possível]] — serve, porém, para conferir-lhes a maior [[lexico:u:unidade:start|unidade]] com a maior [[lexico:e:extensao:start|extensão]] (Crít. R. Pura, Apêndice à [[lexico:d:dialetica:start|Dialética]] [[lexico:t:transcendental:start|transcendental]]) (v. ideia). Em sentido [[lexico:a:analogo:start|análogo]], [[lexico:h:husserl:start|Husserl]] utiliza a [[lexico:p:palavra:start|palavra]] "[[lexico:c:constituicao:start|constituição]]" quando [[lexico:f:fala:start|fala]], p. ex., dos "problemas da constituição da [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] da [[lexico:c:consciencia:start|consciência]]". Esses problemas consistem em [[lexico:v:ver:start|ver]] como "as modalidades fundamentais de uma consciência possível" condicionam ou, como diz Husserl, predeterminam "todas as possibilidades (e as impossibilidades) do [[lexico:s:ser:start|ser]] que é [[lexico:o:objeto:start|objeto]] da própria consciência" (Ideen, I, § 86). Por sua vez, Carnap esclareceu o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] de constituição do ponto de vista lógico-linguístico com o conceito de reintegrabilidade. Diz-se que um objeto ou conceito é reintegrável num ou mais outros objetos se os enunciados que dizem [[lexico:r:respeito:start|respeito]] ao primeiro se deixam transformar em enunciados que dizem respeito ao segundo. Nesse caso, pode-se dizer que o primeiro objeto é "constituído" pelos outros (Der logische Aufbau der Welt, § 2). Essa palavra passou a fazer [[lexico:p:parte:start|parte]] da [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] comum: diz-se que tem [[lexico:c:carater:start|caráter]] ou [[lexico:f:funcao:start|função]] constitutiva tudo o que concorre para condicionar de algum [[lexico:m:modo:start|modo]] um objeto qualquer. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}