===== CATEGÓRICO ===== (gr. kategorikos; in. Categorical; fr. Catégorique; al. Kategorisch; it. Categórico). Em [[lexico:g:geral|geral]], uma [[lexico:p:proposicao|proposição]] ou um [[lexico:r:raciocinio|raciocínio]] [[lexico:n:nao|não]] limitado por condições. Começou-se a chamar de categórico o [[lexico:s:silogismo|silogismo]] aristotélico ([[lexico:s:sexto-empirico|Sexto Empírico]], Pirr. hyp., II, 163) depois que os estoicos elaboraram a [[lexico:t:teoria|teoria]] do raciocínio [[lexico:h:hipotetico|hipotético]] (v. [[lexico:a:anapoditico|anapodítico]]). É muito [[lexico:p:provavel|provável]] que os estoicos considerassem que a teoria aristotélica do silogismo houvesse sido absorvida por sua teoria dos raciocínios hipotéticos, assim como consideravam absorvida em sua teoria dos axiomas ou proposições a teoria aristotélica da [[lexico:i:interpretacao|interpretação]]. Mas a [[lexico:l:logica|lógica]] posterior (especialmente dos aristotélicos) simplesmente acrescentou as determinações estoicas às aristotélicas, falando, assim, de uma [[lexico:p:proposicao-categorica|proposição categórica]] e de uma proposição hipotética, de [[lexico:s:silogismo-categorico|silogismo categórico]] e de [[lexico:s:silogismo-hipotetico|silogismo hipotético]]. Essa [[lexico:t:terminologia|terminologia]] foi introduzida por Marciano Capela (De nuptiis, § 404 ss.) e por [[lexico:b:boecio|Boécio]] na [[lexico:t:tradicao|tradição]] latina. Diz Boécio: "Os gregos chamam de proposições categóricas as que são pronunciadas sem nenhuma [[lexico:c:condicao|condição]], ao passo que são condicionais as do [[lexico:t:tipo|tipo]] ‘se é dia, há [[lexico:l:luz|luz]]’, que os gregos chamam de "hipotéticas". Correspondentemente, o silogismo categórico ou "[[lexico:p:predicativo|predicativo]]" é o formado por proposições categórico, enquanto aquele que consta de proposições hipotéticas é [[lexico:c:chamado|chamado]] de hipotético, isto é, condicional (Desyll. hipot., I, em P. L. 64, col. 833). Essa terminologia conservou-se durante toda a tradição lógica do ocidente e foi aceita por [[lexico:k:kant|Kant]] (Crít. R. Pura, [[lexico:a:analitica|Analítica]] dos [[lexico:c:conceitos|conceitos]], § 9), que, por sua vez, ampliou a [[lexico:d:distincao|distinção]], aplicando-a aos [[lexico:i:imperativos|imperativos]], isto é, às máximas da [[lexico:v:vontade|vontade]]. Chamou de categórico o [[lexico:i:imperativo|imperativo]] da [[lexico:m:moralidade|moralidade]], que não está sujeita a nenhuma condição e, portanto, tem uma "[[lexico:n:necessidade|necessidade]] incondicionada e verdadeiramente objetiva", valendo, consequentemente, para todos os seres racionais, quaisquer que sejam os seus seus desejos (Grundlegung zur Met. der Sitten, II) (v. imperativo).