===== CASSIRER ===== CASSIRER (Ernst), [[lexico:f:filosofo|filósofo]] alemão (Breslau 1874 — Princeton 1945). Foi professor em Hamburgo (1919), mas, diante dos progressos do nacional-socialismo, exilou-se em 1933 na Suécia, depois, em 1941, nos Estados Unidos. É um dos representantes do [[lexico:n:neokantismo|neokantismo]], ou [[lexico:e:escola-de-marburgo|escola de Marburgo]]. Suas reflexões profundas sobre a [[lexico:l:logica-matematica|lógica matemática]], sobre as funções simbólicas do [[lexico:p:pensamento|pensamento]] (as religiões, os mitos, a [[lexico:l:linguagem|linguagem]] humana em [[lexico:g:geral|geral]]) são alimentadas por incomparável erudição. O [[lexico:e:esforco|esforço]] de Cassirer foi o de estender a fundamentação kantiana do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] (a "[[lexico:c:critica|Crítica]]") às formas da mais [[lexico:m:moderna|moderna]] [[lexico:c:ciencia|ciência]], e também o de alargar a [[lexico:r:reflexao|reflexão]] filosófica até alcançar a [[lexico:e:essencia|essência]] do [[lexico:h:homem|homem]] (e [[lexico:n:nao|não]] mais somente do "[[lexico:e:espirito|espírito]]") a partir de suas mais diversas manifestações. Obras: Problemas do conhecimento na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] e na ciência moderna (1906 — 1920), [[lexico:s:substancia-e-funcao|Substância e Função]] (1910), [[lexico:l:liberdade|liberdade]] e [[lexico:f:forma|forma]] (1917), e sobretudo [[lexico:f:filosofia-das-formas-simbolicas|Filosofia das Formas Simbólicas]] (1923 — 1929). Ernst Cassirer (1874-1945) nasceu em Breslau, de [[lexico:f:familia|família]] judaica de boas condições, tendo estudado filosofia sob a guia de [[lexico:c:cohen|Cohen]] e [[lexico:n:natorp|Natorp]]. De 1906 a 1919, ensinou em Berlim como livre-docente e, depois, em Hamburgo. Em 1933, forçado a emigrar, vai primeiro para a Inglaterra, depois para a Suécia e finalmente para os Estados Unidos, onde ensinou na Yale University e, em seguida, na Columbia University. Interessado pela [[lexico:h:historia|história]] das [[lexico:i:ideias|ideias]] filosóficas, que Cassirer vê entrelaçadas com as ideias científicas, ele é autor de obras famosas, como O [[lexico:p:problema|problema]] do conhecimento na filosofia e na ciência da [[lexico:e:epoca|época]] moderna (vols. I e II, 1906-1907; vol. III, 1920; vol. IV, 1940, publicado postumamente), [[lexico:i:individuo|Indivíduo]] e cosmos na filosofia do [[lexico:r:renascimento|Renascimento]] (1927), A filosofia do [[lexico:i:iluminismo|Iluminismo]] (1932). E a [[lexico:c:consciencia|consciência]] histórica acompanharia sempre até as obras mais caracteristicamente teóricas de Cassirer: "O [[lexico:u:uso|uso]] (...) de [[lexico:p:por|pôr]] (...) no [[lexico:v:vazio|vazio]] os próprios [[lexico:p:pensamentos|Pensamentos]], sem pesquisar a sua [[lexico:r:relacao|relação]] e a sua conexão com o [[lexico:t:trabalho|trabalho]] de conjunto das ciências filosóficas, nunca me pareceu oportuno e fecundo". Dentre as obras de [[lexico:n:natureza|natureza]] teórica de Cassirer, podemos recordar: [[lexico:s:substancia|Substância]] e [[lexico:f:funcao|Função]] (1910, ‘); A Filosofia das Formas Simbólicas (3 vols., 1923-1925-1929); A [[lexico:t:teoria|teoria]] einsteniana da [[lexico:r:relatividade|relatividade]] (1921); [[lexico:d:determinismo|determinismo]] e [[lexico:i:indeterminismo|indeterminismo]] na [[lexico:f:fisica|física]] moderna (1937); Ensaio sobre o homem (1944).