===== BAUCH ===== **[[lexico:b:bruno|Bruno]] Bauch** Bauch, que procede da [[lexico:e:escola-de-baden|escola de Baden]], afasta-se dela em mais de um [[lexico:p:ponto|ponto]]. Se os filósofos de Marburgo tomam como ponto de partida a primeira [[lexico:c:critica|Crítica]] de [[lexico:k:kant|Kant]], e os de Baden a segunda, Bauch considera a terceira Crítica, a Crítica do [[lexico:j:juizo|Juízo]], a [[lexico:o:obra|obra]] [[lexico:c:capital|capital]] de Kant, que encerra o [[lexico:s:sentido|sentido]] [[lexico:a:autentico|autêntico]] de sua [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]. Sua [[lexico:p:posicao|posição]] de [[lexico:p:principio|princípio]] é radicalmente [[lexico:t:transcendental|transcendental]]. [[lexico:n:nao|Não]] [[lexico:f:fala|fala]] sequer de uma [[lexico:s:sintese|síntese]] [[lexico:a:a-priori|a priori]], mas da [[lexico:l:lei|lei]] da síntese. Deste [[lexico:m:modo|modo]] chega a um [[lexico:o:objetivismo|objetivismo]] mais [[lexico:c:categorico|categórico]] do que os restantes idealistas neokantianos. Por esta [[lexico:f:forma|forma]], ele vai ao ponto de distinguir entre a [[lexico:v:validade|validade]] dos juízos e a das [[lexico:r:relacoes|relações]] objetivas (Gultigkeit e Geltung). Esta última fundamenta a primeira. O [[lexico:s:sujeito|sujeito]] transcendental já não é concebido, à maneira de [[lexico:r:rickert|Rickert]], como resíduo irredutível da [[lexico:c:consciencia|consciência]], mas simplesmente como [[lexico:s:sistema|sistema]] ou [[lexico:s:suma|suma]] das condições dos objetos; é um sujeito [[lexico:o:objetivo|objetivo]] que, em derradeira [[lexico:i:instancia|instância]], [[lexico:n:nada|nada]] tem de comum com um sujeito em si a não [[lexico:s:ser|ser]] o [[lexico:n:nome|nome]]. O título da obra principal de Bauch: Wahrheit, Wert und Wirklichkeit (1923) ([[lexico:v:verdade|verdade]], [[lexico:v:valor|valor]] e [[lexico:r:realidade|realidade]]) exprime muitíssimo [[lexico:b:bem|Bem]] uma outra [[lexico:t:tendencia|tendência]] [[lexico:c:caracteristica|característica]] de sua doutrina, a tendência para considerar os três problemas como três aspectos diferentes de uma só [[lexico:q:questao|questão]], pois concebe a realidade como igual à verdade e, [[lexico:a:alem|além]] disso, como idêntica ao valor. Com [[lexico:e:efeito|efeito]], a verdade (o valor de verdade) é, no fundo, a acepção pura, isto é, a realidade, ao passo que os demais valores participam nela. Daqui se segue que Bauch reduz tudo a relações [[lexico:t:transcendentais|transcendentais]] (à maneira dos marburgenses), mas concebe as relações como conexão de acepção, num sentido muito [[lexico:p:proximo|próximo]] do da [[lexico:e:escola|escola]] de Baden. Partindo de seu objetivismo idealista, Bauch desenvolveu uma doutrina da [[lexico:d:dialetica|dialética]], que em certos aspectos relembra a de [[lexico:h:hegel|Hegel]]. Seus "[[lexico:c:conceitos|conceitos]]", isto é, as leis de [[lexico:f:formacao|formação]] do [[lexico:o:objeto|objeto]], não são rígidos, mas algo que se encontra em [[lexico:e:eterno|eterno]] [[lexico:m:movimento|movimento]]. Não só o [[lexico:m:mundo|mundo]] material, como também as leis essenciais de nosso mundo estão em contínua [[lexico:e:evolucao|evolução]]. Em sua [[lexico:t:totalidade|totalidade]], recebem o nome de [[lexico:i:ideia|ideia]]. Mas esta não é só, como em Kant, um [[lexico:c:conceito|conceito]] [[lexico:r:regulador|regulador]], senão uma [[lexico:u:unidade|unidade]] objetiva da totalidade infinita das formas lógicas.