===== AXIOLOGIA ===== [[lexico:t:teoria|teoria]] dos valores. Mais precisamente, [[lexico:m:moral|moral]] que estabelece uma [[lexico:h:hierarquia|hierarquia]] entre os valores, colocando, no primeiro [[lexico:p:plano|plano]] o [[lexico:r:respeito|respeito]] ao que é [[lexico:b:bom|Bom]], depois ao que é nobre, depois ao que é [[lexico:b:belo|belo]] etc. (M. [[lexico:s:scheler|Scheler]]). A axiologia foi inicialmente desenvolvida pelo [[lexico:l:logico|lógico]] alemão Lotze (séc. XIX) e pela [[lexico:e:escola|escola]] de [[lexico:f:filosofia-dos-valores|filosofia dos valores]], ou [[lexico:e:escola-de-baden|escola de Baden]] ([[lexico:r:rickert|Rickert]], [[lexico:w:windelband|Windelband]] etc). Na França, está representada por Ruyer. (Do grego axios, valor, valia e logos, teoria). Vide [[lexico:v:valor|valor]]. [[lexico:t:termo|termo]] muito usado atualmente para designar a [[lexico:t:teoria-do-valor|teoria do valor]], que investiga a [[lexico:n:natureza|natureza]], a [[lexico:e:essencia|essência]], e os diversos aspectos que o valor pode tomar na [[lexico:e:especulacao|especulação]] humana. Teve início a axiologia com [[lexico:p:platao|Platão]], na teoria das formas ou [[lexico:i:ideias|ideias]] subordinadas à [[lexico:f:forma|forma]] do [[lexico:b:bem|Bem]]. Desenvolvida, posteriormente, por [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], pelos estoicos e epicuristas, que investigaram sobre o [[lexico:s:summum-bonum|summum bonum]] (supremo Bem). Na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] [[lexico:e:escolastica|escolástica]], o Summum Bonum é [[lexico:d:deus|Deus]], Nas filosofias [[lexico:n:nao|não]] escolásticas da Idade [[lexico:m:moderna|moderna]], os valores foram investigados, seguindo outros rumos. Sobretudo no séc. XIX, e neste, pela [[lexico:i:influencia|influência]] da [[lexico:e:economia|economia]], da [[lexico:s:sociologia|sociologia]] e da [[lexico:p:psicologia|psicologia]], surgiram diversas doutrinas sobre a [[lexico:r:relatividade|relatividade]] dos valores. O termo foi criado por Lapier e por Eduardo [[lexico:h:hartmann|Hartmann]], e desde então muitíssimo usado pelos que se dedicaram ao [[lexico:e:estudo|estudo]] dos valores, [[lexico:t:tema|tema]] que provocou o surgimento de uma vastíssima bibliografia. As principais ideias modernas sobre o valor afirmam que ele surge da [[lexico:e:experiencia|experiência]]: sua [[lexico:o:origem|origem]] vem da [[lexico:v:vontade|vontade]] (Espinoza, Ehrenfels), do [[lexico:p:prazer|prazer]] (epicuristas, hedonistas, [[lexico:b:bentham|Bentham]]), da preferência (Martinau), da experiência, da [[lexico:u:unidade|unidade]] e da [[lexico:p:personalidade|personalidade]] (Th. Green), da experiência de um [[lexico:i:impulso|impulso]] vital ([[lexico:n:nietzsche|Nietzsche]]), da [[lexico:r:relacao|relação]] das [[lexico:c:coisas|coisas]] dirigidas para o [[lexico:f:fim|fim]] ou para unia [[lexico:c:consequencia|consequência]] buscada ([[lexico:p:pragmatismo|pragmatismo]]), do [[lexico:i:interesse|interesse]] (Perry). Quanto à origem dos valores, reduzem uns apenas ao antropológico, outros ao sociológico, outros ao [[lexico:p:psicologico|psicológico]], outros, enfim, a uma origem [[lexico:t:transcendental|transcendental]]. Quanto ao [[lexico:c:criterio|critério]] de avaliar os valores são vários, segundo as diversas concepções do [[lexico:m:mundo|mundo]]. Apresentam os valores caraterísticas que todos axiologistas aceitam, que são: gradatividade, hierarquia, [[lexico:o:oposicao|oposição]] (valores contrários), relatividade, etc.