===== AXIOCOS ===== O Axiocos onde alternam narração, [[lexico:d:dialogo:start|diálogo]] e [[lexico:m:mito:start|mito]], destaca-se do [[lexico:g:genero:start|gênero]] literário da "consolação" praticado por [[lexico:s:seneca:start|Sêneca]], Plutarco e por Cícero.; a [[lexico:o:obra:start|obra]] conheceu uma grande [[lexico:f:fortuna:start|fortuna]] na [[lexico:a:antiguidade:start|antiguidade]], em [[lexico:r:razao:start|razão]] de seu [[lexico:c:carater:start|caráter]] dramático que se associa ao medo que se ampara de uma [[lexico:h:homem:start|homem]] ameaçado pela [[lexico:m:morte:start|morte]] da [[lexico:q:qualidade:start|qualidade]] de sua [[lexico:a:argumentacao:start|argumentação]] e de seu [[lexico:e:estilo:start|estilo]]. [[lexico:s:socrates:start|Sócrates]] anda pelas margens do Ilissos para ir ao Cinosargue, quando Clinias, acompanhado de Damon o músico e [[lexico:c:carmides:start|Cármides]], lhe anuncia que seu pais está doente e que vai provavelmente morrer; pede a Sócrates de ir [[lexico:t:ter:start|ter]] com Axiocos, tio de Alcibíades. Quando Sócrates chega junto dele, o doente retoma forças, mas se lamenta. Para consolá-lo Sócrates desenvolve [[lexico:q:quatro:start|Quatro]] argumentos e conta um mito explicando porque [[lexico:n:nao:start|não]] se deve temer a morte. O primeiro [[lexico:a:argumento:start|argumento]] lembra que o homem é sua [[lexico:a:alma:start|alma]], e que seu envelope corporal só é [[lexico:f:fonte:start|fonte]] de misérias. O segundo argumento que Sócrates põe na boca do [[lexico:s:sofista:start|sofista]] Prodicos, explica que a [[lexico:v:vida:start|vida]], cheia de misérias, não vale a [[lexico:p:pena:start|pena]] a [[lexico:q:quem:start|quem]] a ela se apega; também os [[lexico:d:deuses:start|deuses]] se apressam dela liberar aqueles que apreciam. O [[lexico:t:terceiro:start|terceiro]] argumento que Sócrates pretende também tirar de Prodicos, explica que a morte não pode afetar nem os vivos, pois não existe ainda para eles, nem os mortos que não mais existindo [[lexico:n:nada:start|nada]] sentem. O quarto argumento associa a [[lexico:i:imortalidade-da-alma:start|imortalidade da alma]] às realizações e aos conhecimentos humanos, pois nada disso não seria [[lexico:p:possivel:start|possível]] se não houvesse no homem algo de [[lexico:d:divino:start|divino]]. Enfim, o mito contado pelo mago Gobrias confirma estas conclusões. Axiocos que passa melhor, se torna sereno, e Sócrates pode ir passear no Cinosargue. A inautenticidade do diálogo não traz dúvidas, pois encontram-se um conjunto de argumentos contra o medo da morte que pertencem a diversas correntes filosóficas posteriores a [[lexico:p:platao:start|Platão]]. São argumentos estoicos e sobretudo platônicos que convencem Axiocos, que permanece duvidando dos argumentos [[lexico:c:cinicos:start|cínicos]] e epicuristas. O diálogo deve datar do [[lexico:f:fim:start|fim]] da Nova [[lexico:a:academia:start|Academia]], ou seja segunda metade do século II aC. *(Brisson, Platon, oeuvres complètes)* [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] dada por Léon Robin à versão francesa da obra completa de Platão: Platon : Oeuvres complètes, tome 2 - Prólogo - O temor que inspira a morte é sem razãoO cadáver é insensível - Cada idade da vida tem suas próprias misérias - Toda [[lexico:c:condicao-humana:start|condição humana]] comporta vicissitudes - A morte é indeiferente: ou não se está morto ou se está morto - A [[lexico:f:felicidade:start|felicidade]] não existe senão depois da morteContradição inerente ào medo que ela inspira - A [[lexico:i:imortalidade:start|imortalidade]] da alma - Mito escatológico - Epílogo {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}